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Programa Rota 2030 do governo Temer deve tornar carro importado mais barato. Os nacionais também



O governo Temer bem que tentou colocar um fim no famigerado programa Ino­var-Auto criado em 2018 pela pela ex-presidente Dilma Rousseff dentro de sua política fiscal de favorecer o setor automotivo nacional. Mas diante da resistência dos parlamentares que também aprovaram Medidas Provisórias indecentes para o setor, o governo preferiu evitar o desgaste e esperar o programa de Dilma caducar em 2018. O ex-presidente Lula e seu filho caçula Luis Claudio Lula da Silva são réus em uma ação penal envolvendo a venda de Medidas Provisórias que beneficiaram o setor automotivo nacional.

Desde o início do ano, o governo Temer vinha tentando substituir o Ino­var-Auto por um novo programa que contempla as regras estabelecidas pela  Organização Mundial do Comércio (OMC). O novo plano, batizado de Rota 2030, promete reenquadrar o Brasil nas normas do comércio internacional. Isto significa uma redução drástica nas alíquotas de carros importados.

Para blindar a indústria nacional da concorrência e permitir que os fabricantes nacionais obtivessem lucros estratosféricos, o governo Dilma garantiu condições tributárias generosas às empresas com fábrica no Brasil e dificultou a entrada de carros importados mais competitivos no mercado impondo sobretaxas de até 30% no valor dos veículos através do IPI, além dos cerca de 35% de taxa de importação. A política de Dilma praticamente eliminou a participação de importantes empresas no mercado. Um ano antes do Inovar-Auto, A Kia chegou a vender no mercado brasileiro 80 000 veículos. Este ano, o volume será de menos 7 000 unidades.

O programa Rota 2030 deve tornar a vida das montadoras nacionais mais difícil. Carros como Mercedes, BMW e Audi passarão a ter preços bem próximos dos atuais praticados para modelos como Chevrolet Cruze, Corolla e Honda Civic.

Para conseguir fazer frente aos carros importados, a indústria nacional vai ter que reduzir seus preços, caso queira sobreviver. Empresários do setor tentam convencer o governo, no sentido de garantir outros incentivos, mas já ouviram um não como resposta. Nas negociações em curso, o governo já deixou claro que não pretende conceder benefícios antecipados. Quem quiser se beneficiar de alguma forma, terá que apresentar primeiro a contrapartida. A única promessa do governo é a de reduzir impostos na medida em que as empresas conseguirem produzir carros menos poluentes. Este será o critério do governo, que espera concluir o programa Rota 2030 ainda este ano. A queda nos preços dos veículos nacionais deve alcançar todos os segmentos, na medida em que concorrentes similares importados comecem a chegar ao mercado.


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