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Pela primeira vez, a Folha revela meia verdade sobre liberação de emendas antes da votação da denúncia contra Temer



A Folha de São Paulo foi o primeiro meio de comunicação a abordar de forma mais ou menos honesta informações sobre a liberação de emendas do Governo às vésperas da votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

Embora o mau caratismo esteja presente na manchete da matéria publicada nesta sexta-feira, 27, qualquer leitor minimamente razoável poderá pela primeira vez avaliar se houve ou não favorecimento de parlamentares que votaram para barrar a denúncia contra o presidente.

Levantamento feito pela Folha, com base em dados oficiais, mostra que o Planalto pagou em média R$ 2,6 milhões em emendas para os deputados que bloquearam a investigação contra Temer. O período considerado começa em agosto, quando a primeira denúncia foi barrada. Os que votaram pela continuidade da apuração receberam R$ 1,9 milhão no período.

Os números são quase proporcionais aos observados nas votações, mas na prática, Temer liberou 6% a mais em emendas para parlamentares que votaram contra ele, em números mais exatos. Apesar dos fatos, a imprensa e a oposição continuam mentindo, afirmando que o governo usou a liberação de emendas para garantir votos no Congresso.

Por meio de nota oficial, o governo afirmou que não há "relação entre liberação de emenda e o voto parlamentar. Prova disso é que emendas foram empenhadas tanto para deputados da oposição quanto da base aliada, em valores equilibrados".

O levantamento da Folha considerou o pagamento efetivo das emendas.

A gestão Temer diz que se baseia em critérios técnicos para distribuir os recursos. Pela lei, o Executivo não pode mais congelar as verbas para emendas, o que significa que havendo denúncia ou não, as emendas teriam que ser liberadas, respeitando-se a previsão no orçamento e o limite do tetos dos gastos adotado pelo próprio governo Temer. Resta saber ao que irão atribuir a liberação de emendas daqui para frente, tendo em vista que elas precisam ser liberadas de qualquer forma. Resta saber se ainda vão continuar omitindo que os recursos liberados para emendas parlamentares vão para os municípios e são investidos em obras como creches, escolas e hospitais. É o dinheiro do povo sendo destinado a melhora da vida do povo. É para isto que servem as emendas.

Apesar da pequena diferença apontada pela Folha, a publicação se omitiu em divulgar a média histórica dos governos do PT de Lula e Dilma, na qual deputados da base governista abocanhavam 75% das verbas liberadas pelos petistas.

Com informações da Folha
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