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Pavor de Dilma com delação de Bendine preocupa o PT. Somada à delação de Mantega, pode levar a petista direto para a cadeia



A ex-presidente Dilma Rousseff tem todos os motivos para se preocupar com a eventual delação do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine. Escalado para assumir a Presidência da estatal logo após a então presidente Graça Foster ter divulgado um rombo de R$ 88 bilhões com a corrupção do PT na Petrobras, o homem de confiança de Dilma tinha missões bem específicas. Uma parte do serviço sujo encomendado pela petista consistia em dar uma maquiada nos números apresentados por sua antecessora.

Apesar da insistência de Dilma em esconder o tamanho do rombo na Petrobras, Graça Foster bancou a divulgação de baixa contábil de estimados R$ 88 bilhões. Alertada pelo então presidente do conselho de administração da Petrobras, Guido Mantega, Dilma implorou para que a então presidente da estatal, nomeada por ela três anos antes, não divulgasse os números, apesar do atraso na divulgação do balanço trimestral da empresa.

Foi a gota d'água.  No dia 6 de fevereiro Dilma a substituiu Graça Foster pelo então presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine.

Graça Foster, que havia mantido uma reunião de mais de dez horas com o conselho da estatal, lembrou Dilma que, segundo a legislação brasileira, o tamanho real do rombo precisava ser divulgado, porque se o conselho tinha conhecimento do número, o mercado tinha direito de sabê-lo também.  Segundo Adriano Pires, diretor da consultoria CBIE, com sede no Rio de Janeiro, “Graça Foster foi demitida por suas virtudes, não por suas falhas”.

A outra missão de Bendine delegada por Dilma era ainda mais ousada: destruir todas as gravações do conselho de administração da Petrobras nas quais Dilma negociava a compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Com base na  Lei de Acesso à Informação, foi possível identificar que Bendine cumpriu a missão ainda no mês de abril de 2015. A Petrobras confirmou que áudios e vídeos com os diálogos dos conselheiros foram "eliminados". Nos registros apagados, constavam as participações de  Dilma Rousseff, que chefiou o colegiado de 2003 a 2010, quando era ministra da Casa Civil do governo Lula.

 O pânico de Dilma em relação ao possível acordo de delação de Bendine é perfeitamente justificável. Esta semana, Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre, manteve a prisão preventiva de Bendine.

A situação do faz-tudo de Dilma na Lava Jato é delicada. Em delação feita pelos ex-diretores da Odebrecht Marcelo Odebrecht e Fernando Ayres da Cunha Santos, Bendine foi citado como um dos beneficiários de pagamento de vantagens indevidas.

“Além do rastreamento desse dinheiro, outro fator que levou à decretação da preventiva do ex-presidente da Petrobras foi a compra de uma passagem só de ida para Lisboa, o que foi visto pelo Ministério Público Federal (MPF) como um indicativo de fuga, visto que o investigado também tem cidadania italiana”, informou o TRF4.

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos casos da Lava Jato no tribunal, ressaltou em seu voto que Bendine assumiu como dirigente da Petrobras em meio às investigações e, nem mesmo isso, o desencorajou de persistir na prática delitiva. O magistrado ressaltou que a manutenção da prisão preventiva do ex-presidente da Petrobras é importante para evitar a ocultação de provas.

“A medida [manutenção da prisão], além de prevenir o envolvimento do investigado em outros esquemas criminosos, também terá o salutar efeito de impedir ou dificultar novas condutas de ocultação e dissimulação do produto do crime, já que este ainda não foi recuperado”, afirmou Gebran.

A preocupação da cúpula do PT com uma eventual delação de Bendine envolve ainda outro fator de altíssimo risco para a ex-presidente Dilma: a delação do ex-ministro Guido Mantega. Vítima de maus tratos, de xingamentos e de humilhações homéricas por parte da petista, Mantega está em negociação com a Justiça e já confessou vários crimes em troca de uma garantia de que não será preso. O conjunto das delações de Mantega e Bendine pode ser fatal para Dilma.

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