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Patifaria do PT no Brasil só prosperou porque foi tolerada por toda classe política atual. Foram 13 anos sem oposição



Nada como um dia após o outro para revelar através dos desdobramentos dos fatos, a verdade. O Brasil atravessa uma de suas maiores crises políticas de todos os tempos. Após passar por quase uma década e meia nas mãos dos governos mais corruptos da história, após enfrentar a sua pior recessão de todos os tempos, o país convive com a falta de credibilidade e confiança na classe política.

Tudo é reflexo de uma coisa só: a farra da corrupção e do dinheiro fácil patrocinado pelo PT e seu ambicioso plano de poder. Embora sem saber bem ao certo por qual via, é fato que o partido tinha mesmo o propósito de se eternizar no poder. Diante da impossibilidade de estender sua influência nas Forças Armadas, uma das formas clássicas adotadas por ditadores para controlar um país por tempo indeterminado, Lula e seus aliados optaram por vias não menos convencionais.

Cooptaram toda a classe política e promoveram o aparelhamento da máquina pública e das instituições, como o Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Muitos podem questionar a possibilidade de um governo exercer influência sobre instituições como a PF e o MPF, já que as carreiras nestas instituições não dependem diretamente da ação dos governantes. De fato, há uma certa independência nestes órgãos. Mas através da conivência, das regalias e da tolerância com desmandos, é perfeitamente possível que um governo consiga estender sua esfera de influência para praticamente todos os setores da administração pública.

Foi desta forma que o PT conseguiu avançar no aparelhamento de instituições do Judiciário, de ensino e de praticamente todas as áreas do serviço público. Concursos planejados para escolher vencedores com afinidades ideológicas, tolerância com a incompetência dos servidores, blindagem dos mesmos quanto à queixas dos usuários dos serviços públicos, remuneração acima da média, férias duas ou até três vezes no ano, tolerância com faltas, roubos e negligência na prestação dos serviços. Muitos concursados acabam creditando ao governo em vigor o fato de terem ingressado no serviço público e acabam se tornando fiéis aos interesses dos governantes e não aos direitos do povo. Servem a governos e negligenciam seus deveres para com a sociedade. Nestes aspectos, não há dúvida de que a máquina petista de aparelhamento do Estado foi extremamente eficiente. A queda na qualidade dos serviços públicos de duas décadas para cá é um bom termômetro desta atuação sistemática de dominação do Estado.

Obviamente, toda esta estrutura montada ao longo de uma década e meia de poder é um dos fatores que permitiu a manutenção dos governos petistas por todo este tempo. Mas nada do que o PT fez de ruim ao país seria possível sem a conivência da classe política. Durante todo o tempo em que permaneceu no poder, seja com Lula ou Dilma, o PT nunca teve maioria no Congresso ou comandou os estados mais importantes da federação. A forma encontrada para estender sua influência para além das limitações da legenda foi justamente a agressiva campanha de alianças costuradas basicamente pelo ex-presidente Lula, um mestre na arte de fazer política com o esgoto até os joelhos. Graças a métodos e sistemas de financiamento baseados em esquemas de corrupção e repasses de propinas de estatais, Lula conseguiu levar para Brasília e para o comando dos estados a pior classe política que já existiu no país. Foi justamente esta orgia de interesses espúrios misturada com incompetência e ganância que fez com que o Brasil chegasse onde chegou.

Lula comandou o maior assalto aos cofres públicas da história graças a sua rede de proteção política. Afinal, foram praticamente 15 anos sem ter que enfrentar uma oposição de verdade. Hoje, o país percebe que aqueles que se diziam opositores do PT, como o senador Aécio Neves e gente de praticamente todos os partidos, se fartaram nas mesmas frentes de desvios abertas por Lula na Odebrecht, Friboi, OAS, OGX, BNDES, Petrobras, Etc. Segundo o ex-ministro Antonio Palocci, "O pré-sal é uma “maldição” e os petrodólares que compram “a tudo e a todos” deixaram o Governo brasileiro “entorpecido”.

Praticamente todos os políticos que clamam pelo fim da corrupção, pela prisão de Lula e pelo banimento do PT estiveram envolvidos de uma forma ou de outra com a organização criminosa que comandou o país ao longo dos últimos anos. Todos, praticamente todos os políticos têm uma foto sorrindo ao lado de gente como Lula, Dilma, Marina Silva, José Dirceu, José Eduardo Cardozo, Joaquim Barbosa, Renan Calheiros, Dias Toffoli, José Serra, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Edinho Silva, Paulo Bernardo, Nestor Cerveró, Eduardo Cunha, Rodrigo Maia, Rodrigo Janot, Fernado Collor de Melo, Sérgio Cabral, Eike Batista, Luciano Huck, Garotinho, Eduardo Paes, Paulo Maluf, Ciro Gomes, José Serra, Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, Edson Lobão, Henrique Eduardo Alves, Gedeel Vieira Lima, Gilberto Kassab, Gleisi Hoffmann, Fernado Haddad, Cristovam Buraque, José Sarney, Delcídio Amaral, Marcelo Odebrecht, Joesley Batista, André Esteves, Antonio Palocci, Guido Mantega, João Vaccari Neto, Renato Duque, enfim. Tudo junto e misturado. Na hora de roubar ou de deixar roubar, não existia direita nem esquerda, nem STF, MPF, nada. O Brasil viveu anos tenebrosos sob o império do crime e da impunidade.

Com a aproximação das eleições de 2018, toda essa gente vai dizer que esteve em campos opostos ao dos criminosos que assaltaram o país ao longo da última década e meia. É mentira. Estiveram todos no mesmo time.


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