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Para evitar onda de ódio a cubanos, Trump deve rever abertura de arquivos secretos sobre assassinato de Kennedy



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump deve rever o anúncio sobre o levantamento do sigilo de documentos que podem revelar detalhes inéditos sobre a investigação do assassinato do ex-presidente americano John F. Kennedy, ocorrido em 1963, em Dallas.

Trump havia adiantado no último sábado que estava disposto a  permitir a divulgação de documentos inéditos relacionados ao assassinato de Kennedy, que teria sido morto a tiros por Lee Harvey Oswald.
Pela versão oficial, o teria agido sozinho.

O presidente americano queria pegar carona em uma lei de 1992, que prevê que o arquivo nacional americano tem até a próxima quinta-feira, dia 26, para revelar o conteúdo de mais de 3 000 arquivos que nunca foram expostos ao público e outros 30 000 que já haviam sido liberados, mas de forma editada.

Logo que anunciou que incluiria os arquivos sobre o assassinato de Kennedy no lote de informações que deveriam se tornar públicas, Trump foi informado sobre aspectos bastante delicados desta iniciativa: Lee Harvey Oswald não agiu sozinho.

Além de suas viagens à Rússia, Oswald se reuniu com um grupo de agentes do governo cubano no México, dois ou três dias antes do assassinato, ocorrido poucos meses após a crise dos mísseis de Cuba.

O episódio que ficou conhecido como a Crise de Outubro foi um confronto de 13 dias (16-28 outubro de 1962) entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética após a descoberta de que Cuba autorizou a implantação de mísseis balísticos soviéticos que seriam usados contra os Estados Unidos e aliados em caso de conflito. A humanidade nunca esteve tão perto da terceira guerra mundial e a crise desencadeou uma grande escala durante a Guerra Fria.

O temor das autoridades americanas é que, com a revelação dos arquivos secretos, os cerca de dois milhões de pessoas de ascendência cubana que vivem hoje em solo americano poderiam se tornar alvos de hostilidades. Trump está sendo pressionado por agências federais para manter o sigilo sobre parte dos documentos, sob a alegação de que o material poderia prejudicar as operações de inteligência e militares ou as de relações exteriores.

Mas ao que tudo indica, há elementos bem mais complexos envolvendo tanto sigilo. Revelações sobre a participação de Cuba no assassinato de Kennedy poderiam causar revolta entre os americanos. Por terem contribuído com os russos e abrigado armas letais contra os americanos em solo cubano, os irmãos Castro foram os responsáveis pela maior ameaça contra vidas americanas em toda a história. Os habitantes da ilha acabaram pagando um alto preço pelas sanções impostas pelos Estados Unidos ao longo das últimas décadas. Uma notícia sobre a participação de Cuba no assassinato de Kennedy poderia representar uma nova ameaça não apenas para a população da ilha, mas também para os cubanos que vivem nos Estados Unidos.
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