\imprensa Viva
.

O plano B do PT. Dirigentes do partido querem Boulos no lugar de Lula. Conter o líder do MTST é ordem do dia



De tradicional aliado, o líder do MTST Guilherme Boulos está se tornando uma ameça concreta na vida dos petistas. Alçado à condição de líder popular pelo próprio Lula, Boulos acabou se consolidando como uma alternativa para setores da esquerda brasileira, praticamente órfã de um líder popular e carismático. Tudo bem que Boulos não é nem uma coisa nem outra, mas diante da falta de alternativas, seu nome ganha mais força que o do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, outro que almeja se projetar como liderança política no vácuo que será fatalmente deixado por Lula em breve.

Cientes de que uma candidatura de Boulos ou de Haddad representa uma ameça mortal à campanha de Lula para se safar da prisão até as eleições, dirigentes do PT estão 'cozinhando' o líder dos sem teto Boulos com a promessa que darão a ele o lugar ocupado por Lula atualmente na esquerda.

É fato que o ex-presidente Lula não tem nem de longe os 30% que aparece nas pesquisas de opinião recentes. É consenso entre setores da esquerda que pelo menos metade deste percentual representa praticamente o universo de eleitores cativos da esquerda, que por pura falta de opção, apontam para o nome de Lula nas pesquisas.

Uma candidatura de Boulos ou de Haddad fatalmente levaria metade do eleitorado de Lula, tornando-o um peso morto na campanha. Os dois representam a esperança de renovação da esquerda e os dirigentes dos principais partidos reconhecem que os militantes e ativistas não veem a hora de virar a página com Lula. A queixa mais frequente entre os simpatizantes da esquerda é que não está mais fácil defender um criminoso condenado e réu em seis ações penais. Os imóveis confiscados e milhões encontrados nas contas de Lula e Marisa Letícia, a ex-primeira dama falecida em fevereiro, são motivo de vergonha e embaraço para a maioria daqueles que gostariam de participar mais ativamente do debate político. Com Lula, a maioria se sente desencorajada de defender as pautas da esquerda.

Muitos veem como inevitável o descolamento de Boulos e de Haddad, caso o PT insista em arrastar toda a esquerda brasileira para mais uma derrota nas urnas. A alegação de que Lula tem a capacidade de eleger muitos parlamentares já não convence setores do partido e caiu por terra nas últimas eleições municipais, quando Lula não conseguiu eleger nenhum prefeito de capital, inclusive no Nordeste. A vitória em Rio Branco, no Acre, foi creditada aos irmãos Viana. Lula não conseguiu eleger o próprio filho vereador em São Bernardo. A situação está tão crítica que praticamente todos os senadores do partido já jogaram a toalha sobre disputar uma reeleição ao Senado. A tendência agora é que lideranças como Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e Humberto Costa disputem vagas para a Câmara dos Deputados. Ninguém está se importando com o rebaixamento da 'patente'. O negócio é continuar 'respirando' e manter o foro privilegiado a qualquer custo. É cada um por si e Lula contra todos.

Perder a chance de dar um novo rumo para a esquerda já em 2018 significa correr o risco de ver lideranças morrerem prematuramente, enquanto outras lideranças mais frágeis teriam que começar do zero a construir uma reputação. Boulos tem o apoio dos artistas e de ativistas que sentem vergonha de defender Lula publicamente. Segundo correntes dentro do PT, começar a projetar seu nome desde já pode ser uma opção menos dolorosa que apostar na aventura suicida de seguir com Lula. O temor entre a maioria dos dirigentes de partidos é que Lula pode ser preso em pleno palanque eleitoral às vésperas das eleições, quando não será mais possível fazer nada.

Dirigentes também se queixam que Lula se agarrou ao PT como sua única tábua de salvação. O desespero de Lula para fugir da Lava Jato é tão grande que ele não se importa em arrastar seus companheiros para o abismo. O petista alega que todos lhe devem fidelidade e que sem ele ainda seriam "uns nadas", costuma se queixar Lula em tom de ameaça.

Diante destes fatos, ninguém no partido, nem mesmo o próprio Lula se opõe a capitalização do nome de  Boulos. Caso o petista seja impedido pelos tribunais de disputar a eleição de 2018, o líder do MSTS estará no banco de reserva para assumir o posto de candidato da esquerda. Haddad segue como segundo reserva e pode sair como vice de Boulos. Não é por acaso que muitos ativistas da esquerda até torcem pela condenação de Lula na Segunda Instância. Com ele fora do páreo, o PT teria mais condições de promover uma aliança com os tradicionais aliados da esquerda.

_____________
__________

Postar um comentário

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget