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O cerco se fechou em torno de Lula. Lava Jato apresenta 12 telefonemas entre o laranja e o compadre do petista



A situação do ex-presidente Lula fica cada vez mais delicada no processo relativo ao recebimento de propina da Odebrecht. Após ter sido pressionado pelo juiz Sérgio Moro para que comprovasse a versão de que sua mulher Marisa Letícia, falecida em fevereiro, havia alugado a cobertura de São Bernardo do Campo, Lula acabou cedendo e se comprometeu a apresentar os recibos referentes ao aluguel do imóvel.

A partir deste momento, o petista comprometeu completamente sua linha de defesa. Acuados, Lula e seus advogados acabaram entregando cópias recibos ideologicamente falsos para a Justiça. Moro então passou a pressionar a defesa do ex-presidente para que fossem entregues os recibos originais e deu um prazo de cinco dias para que os advogados de Lula acatassem sua determinação. O prazo se esgotou e nada da defesa de Lula comparecer em juízo para entregar os recibos originais.

Nesta quinta-feira (19), , o Ministério Público Federal apresentou petição para que registros telefônicos do empresário Glaucos da Costamarques sejam juntados ao processo que envolve a suposta compra pela Odebrecht de um terreno para o Instituto Lula.

O relatório, produzido por meio da quebra do sigilo telefônico de Costamarques, mostra que foram efetuadas 12 ligações entre o empresário e o advogado Roberto Teixeira, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O contato se deu no período em que Costamarques esteve internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

O empresário é suspeito de ter atuado como laranja na aquisição de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP), vizinho ao que Lula mora. O apartamento, segundo a acusação, teria sido comprado com propina da Odebrecht, obtida por meio de contratos com a Petrobras.

Costamarques afirma que só passou a receber os aluguéis do apartamento ao final de 2015. A defesa de Lula enviou à Justiça 26 recibos de aluguel com o objetivo de comprovar os pagamentos.

O empresário, então, disse que todos os recibos foram assinados no mesmo dia, durante sua internação. Segundo ele, após visita de Teixeira, o contador João Leite foi ao hospital recolher sua assinatura.

O Sírio Libanês confirmou na semana passada que Leite fez três visitas a Costamarques, mas disse que o nome de Teixeira não constava nos registros.

Na petição apresentada nesta quinta, a Procuradoria afirma que "os elementos ora trazidos vêm a corroborar a narrativa feita por Glaucos da Costamarques a respeito de ter sido contatado por Roberto Teixeira, durante a internação".

O Ministério Público ressalta que as ligações foram "atípicas". "(...) Ambos Glaucos e Roberto Teixeira, anteriormente, só haviam mantido contatos telefônicos no dia 17/02/2015 e 23/10/2015."

Com isso, o cerco se fechou completamente em torno de Lula. O processo, que está em fase final de conclusão, promete render ao petista mais uma condenação. Novamente pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ainda é bem provável que o juiz Sérgio Moro também vá condenar o petista por falsidade ideológica, além de abrir novos processos conta a defesa do petista, por fraude processual. Há ainda a possibilidade do magistrado determinar a prisão de Lula, caso fique comprovado que o petista, por meio de sua defesa, atuou na coação de testemunhas e incorreu no crime de obstrução de Justiça, no caso relativo aos recibos falsos, produzido enquanto era investigado.
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