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Lula é surpreendido. Peritos do MPF informaram a Moro que extraíram documentos do sistema de propina da Odebrecht



Não adiantou nada a defesa do ex-presidente Lula tentar recorrer ao Supremo Tribunal Federal para impedir que a Lava Jato em Curitiba tivesse acesso aos discos rígidos do ao sistema Drousys, o banco de dado de propina mantido pela empreiteira Odebrecht em servidores na Suécia.

Peritos do Ministério Público Federal (MPF) acabam de informar ao juiz Sérgio Moro que conseguiram extrair os documentos que a defesa do ex-presidente Lula tentou impedir o acesso. Oa técnicos do MPF confirmaram que conseguiram extrair “diretamente de cópia dos discos rígidos” ligados ao sistema Drousys, fornecidos pela Odebrecht à Lava Jato.

“Informa o Ministério Público Federal que os documentos, como já exposto diversas vezes, foram extraídos diretamente de cópia dos discos rígidos relacionados ao sistema Drousys, fornecidos pela Odebrecht S/A., que se encontravam armazenados em servidor localizado na Suécia”, informou a Procuradoria-Geral da República.

O processo contra o ex-presidente Lula está em fase final de apreciação pelo juiz Sérgio Moro, que inclusive já interrogou o petista no âmbito da ação penal em que ele é acusado de receber vantagens indevidas da Odebrecht, que incluiriam um terreno de R$ 12,5 milhões para Instituto Lula e uma cobertura vizinha a sua residência, em São Bernardo.

A situação de Lula já é extremamente delicada nesta ação penal. Ao ser pressionado por moro durante o interrogatório de setembro, Lula acabou alegando que 'achava' que tinha os recibos de aluguel para comprovar suas declarações. Os tais recibos alegados por Lula foram forjados em 2015 pela defesa do petista, que não teve coragem de anexar os documentos aos autos do processo. Num gesto de desespero de Lula, a defesa acabou apresentando os recibos considerados ideologicamente falsos pelo próprio MPF.

Embora o petista já esteja tecnicamente condenado nesta ação penal, tendo em vista a farta documentação e depoimentos de seus principais cúmplices nos crimes, a defesa de Lula tentou impedir que as planilhas de repasses de propinas constantes armazenadas no sistema Drousys fossem anexadas ao processo. Diante de uma situação considerada extremamente delicada pela defesa do petista, qualquer vírgula a mais pode significar uma condenação ainda mais pesada.

Peritos e técnicos da Operação Lava Jato, em Curitiba, já haviam conseguido demonstrar à Justiça que a compra do apartamento 121 do Edifício Hill House, em São Bernardo do Campo, vizinho ao do Luiz Inácio Lula da Silva, em nome de um “laranja” envolveu dinheiro da máquina de fazer propinas da empreiteira.

A equação ((3* 1057)+ 8217 + 1034) = 12.42  associada à anotação 'Prédio IL' encontrada nos arquivos contábeis da máquina de fazer propinas da Odebrecht levou a Lava Jato a rastrear compra em nome de Glaucos Costamarques, o 'laranja' usado na aquisição do imóvel vizinho ao do ex-presidente, em São Bernardo do Campo. Decifrar a fórmula foi fundamental para a Lava Jato relacionar o apartamento ocupado por Lula à corrupção. Ela registra, segundo a denúncia, os gastos da empreiteira com as compras e os custos de operação. Agora, com o acesso aos novos documentos do sistema Drousys, a situação do ex-presidente se torna ainda mais delicada. Todas as informações serão cruzadas com o objetivo de atestar materialmente as alegações que pesam contra o petista.

Lula, que está em viagem com sua caravana por cidades de Minas Gerais, foi surpreendido com a notícia. Segundo fontes, a reação do petista não foi nada agradável.
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