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Joesley vai para cima de Fachin e ameaça Janot. Conspiração dos açougueiros com o ministro do STF e PGR fracassou



Após a malograda manobra para conseguir imunidade eterna em troca de sua participação no complô para derrubar o presidente da República, o criminoso Joesley Batista resolveu partir para cima de seus parceiros na empreitada. Por meio de sua defesa, o açougueiro da JBS deu início à uma campanha de constrangimento contra ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Joesley agora quer que a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, investigue a atitude de Janot, alegando que seu ex-parceiro violou a confidencialidade do precioso acordo de colaboração premiadíssima firmado em tempo recorde na PGR. Janot tinha pressa de derrubar o presidente Temer e impedir que sua rival Raquel Dodge assumisse o comando do órgão para impedir que ela tivesse acesso às falcatruas que cometeu durante quatro anos à frente da instituição.

Joesley quer dar o troco e pressiona Fachin com ameaças à Janot. Em petição protocolada no STF na última terça-feira (3), a defesa do açougueiro disse ter sido surpreendida no dia 4 de setembro com a convocação de coletiva de imprensa de Janot, quando o então procurador-geral da República anunciou a abertura de procedimento administrativo de revisão do acordo de colaboração.

Na ocasião, Janot anunciou a abertura de investigação envolvendo a delação premiada de Joesley e dos executivos Ricardo Saud e Francisco de Assis Silva. A decisão foi tomada com base no áudio de uma conversa entre Joesley e Saud, entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) em agosto.

 “Registra-se, por necessário, que o despacho que instaura o procedimento administrativo veiculado sem restrição no sítio da PGR contém informações extraídas diretamente dos documentos apresentados voluntariamente pelos colaboradores e que ainda permaneciam sob sigilo”, sustenta a defesa de Joesley.

“Ou seja, ao divulgar conteúdo protegido por sigilo, o então procurador-Geral não só violou a previsão de confidencialidade entabulada no § 2º, do artigo 7º da Lei Federal 12.850/20132, como também diretamente o disposto na Cláusula 22ª e parágrafo único do acordo de colaboração premiada”, alega a defesa de Joesley.

Para a defesa de Joesley, os autos deveriam deixar de ser sigilosos “somente após ser recebida à denúncia”, não devendo seu conteúdo ser divulgado nem por parte dos colaboradores, “tampouco por parte do Procurador-Geral da República, cuja função pública ocupada obriga ainda mais o dever de confiabilidade e o absoluto respeito à lei e aos termos do acordo por ele subscrito”.

Segundo o Estadão, os advogados de Joesley querem que os autos do processos sejam encaminhados à procuradora-geral da República para que ela se manifeste se Janot violou cláusulas do acordo de colaboração firmado.
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