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Janot se desespera após vitória de Temer na Câmara. Dias antes, ex-procurador tentou amenizar lambança das denúncias



O ex-procurador da República, Rodrigo Janot, se comportou como alguém que está bastante encrencado após a notícia de que sua segunda denúncia contra o presidente Michel Temer havia sido arquivada pela Câmara dos deputados nesta quarta-feria, 25.

Alvo de possíveis investigações por parte do próprio Ministério Público Federal por discrepâncias sobre as datas em que afirma ter dado início as tratativas do acordo de delação premiada dos donos da JBS, Janot já tenta antecipar desculpas pela crise que causou no país. Acusado de usar o cargo politicamente para atingir o presidente Michel Temer, o ex-procurador-Geral afirmou na segunda-feira, 23, dois dias antes da votação, que a solução para a crise no Brasil deve ocorrer através da política.

A declaração foi durante uma palestra para universitários em Belo Horizonte, na qual ele defendeu a Operação Lava-Jato e falou sobre combate à corrupção. “A solução para o Brasil hoje, para a crise política que o Brasil vive, só pode acontecer através da política. Não há outra solução possível”, afirmou Janot, que usou a instituição PGR como instrumento político e tentou derrubar Temer através de manobras que causariam embaraço jurídico ao presidente.

A PGR é o único órgão com autoridade para oferecer denúncia contra um presidente da República. Janot lançou mão desta prerrogativa para oferecer denúncias virtualmente incapazes de prosperarem em qualquer tribunal de Primeira Instância. O objetivo claro do ex-procurador era provocar desgaste no governo e Janot não se importou em recorrer a delações feitas a toque de caixa por criminosos contumazes, forjar provas e violar a Constituição em vários momentos em que tramou a manobra com seus auxiliares na PGR e os açougueiros criminosos.

Contra Temer, afirmam analistas, Janot precisou forjar antecipadamente uma série de eventos que justificassem as denúncias que pretendia apresentar contra o presidente.  Em depoimento à CPI da JBS, o procurador da República do Ministério Público Federal Eduardo Pelella, afirmou que ouviu do ex-chefe de gabinete de Rodrigo Janot, Eduardo Pelella, ainda no mês de abril, que Temer poderia cair.

O que tem deixado boa parte dos membros do MPF desconcertados, é que Janot não agiu com a mesma determinação em relação aos ex-presidentes Lula e Dilma, atolados até o pescoço em denúncias de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça e organização criminosa. Ainda não se sabe o que Janot conversou com o advogado de Joesley Batista pouco antes da prisão do empresário. O encontro ocorreu nos fundos de uma distribuidora de bebidas em Brasília e foi registrado por um transeunte. De fato, Janot terá muito a explicar as autoridades, na medida em que novos fatos são revelados.

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