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Janot mentiu sobre registros de acesso na PGR. Dados comprovam reuniões com açougueiros antes da gravação com Temer



A vida do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai se complicando cada vez mais, na medida em que novas informações são divulgadas sobre a trama envolvendo os açougueiros criminosos da JBS. A pedido da Folha, a Procuradoria-Geral da República acaba de confirmar informações negadas por Janot sobre os registros de entrada no órgão, "depois de três meses, a um pedido feito pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação sobre as datas de entradas de delatores da JBS em sua sede, em Brasília.

O relatório enviado pela PGR confirma encontros de representantes do grupo antes das gravações secretas feitas com o presidente Michel Temer.

A gestão de Rodrigo Janot havia informado que os acessos não eram registrados por se tratar de um procedimento sigiloso, com base na lei que abrange a colaboração premiada.

A publicação havia solicitado no dia 4 de julho uma lista com as datas em que os delatores Joesley Batista, Ricardo Saud, Francisco Assis e Silva e o ex-procurador Marcello Miller estiveram na PGR.

A resposta foi dada no dia 4 de outubro pela nova procuradora-geral, Raquel Dodge. O documento enviado à reportagem da Folha confirma que a primeira reunião da JBS com a Procuradoria ocorreu em 2 de março deste ano.

A situação do ex-braço direito de Janot na PGR também se complica. O escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe entregou à CPMI da JBS os registros de entrada do ex-procurador Marcelo Miller.

O auxiliar direto de Janot, antes de ser contratado e receber o crachá autorizando trânsito livre, entrou cinco vezes no edifício onde funciona o escritório.

A primeira vez foi em 13 de fevereiro de 2017, às 09h07. Ficou lá por três horas e sete minutos. Miller esteve ainda no dia 20 de fevereiro às 13h07 e permaneceu por cinco horas e 21 minutos. Foi o encontro mais longo.

— Fica patente que ele usou do cargo e da função que tinha na PGR para obter vantagens pessoais e oferecer informações e vantagens ao escritório, admitiu o senador Randolfe Rodrigues, que tentou de todas as formas impedir a abertura da CPMI da JBS.
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