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Janot deve ser preso em breve. É o que indica documento apresentado pela defesa de Temer



O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot deve ser denunciado em breve por crimes que ainda não foram totalmente esclarecidos. Ao que tudo indica, Janot deverá ser mesmo condenado e preso. Esta conclusão pode ser extraída do documento de defesa do presidente Michel Temer, entregue à Câmara, nesta quarta-feira, 4. A peça de 89 páginas, subscrita pelos advogados Eduardo Pizarro Carnelós e Roberto Soares Garcia, foi entregue ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco.

“A obsessão de Rodrigo Janot, seu mal agir, foi antiético, imoral, indecente e ilegal!”, alegam os criminalistas, apontando claramente uma conduta ilegal de Janot, a quem são atribuídos crimes gravíssimos.

Até o momento, Temer tem mantido um tom republicano ao se referir as instituições e as denúncias formuladas por Janot. Embora tenha demonstrado ter conhecimento profundo sobre a trama na PGR envolvendo os açougueiros da JBS, Temer afirmou que estava disposto a respeitar qualquer decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o encaminhamento das flechadas de Janot para a Câmara dos Deputados.

O problema agora é que o presidente subiu o tom além do convencional contra o ex-procurador-geral e isto é um indicativo claro de que já há elementos para incriminar Janot. Nesta quarta-feira, dois fatos fortaleceram esta perspectiva. O primeiro é que a defesa do próprio Joesley Batista 'fustigou' Janot, ameaçando revelar detalhes sobre sua ânsia em derrubar o governo Temer.

O segundo indicativo veio do advogado Willer Tomaz, da J&F, que também prestou um depoimento sigiloso na CPI da JBS. Tomaz fez revelações "extremamente graves" sobre a conduta de Rodrigo Janot, acusado de cometer crimes para derrubar o governo e de tentar impedir a nomeação de Raquel Dodge para a PGR.

O tom do documento da defesa de Temer enviado à Câmara é apenas um sinal de que as coisas vão se complicar ainda mais para Janot nos próximos dias.

A defesa de Temer afirma à Câmara que membros do Ministério Público Federal, liderados por Janot, ‘tramaram’ com Joesley, Saud e ‘outros também confessos criminosos integrantes de seu bando para construir uma acusação a ser formulada contra a autoridade máxima do País’. Para os advogados, a acusação tem como ‘linha mestra’ a criminalização da política.

“Em busca do alvo estabelecido, praticaram-se inúmeras ilegalidades, inclusive crimes; feriram-se preceitos morais e éticos; rasgaram-se normas de conduta social, tudo sob o pálio do combate ao crime, o qual estaria inoculado no seio dessa E. Casa de Leis”, afirmam os criminalistas.

Nada daquilo que se coloca em um documento desta importância é feito por acaso. Ao afirmar categoricamente que Janot cometeu ilegalidades, a defesa de Temer sinaliza que o futuro do ex-procurador-geral é bastante sombrio. Para piorar a situação, o ministro do STF Dias Tofolli negou dar seguimento a um mandado de segurança ajuizado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) contra a instalação da CMPI da JBS. Integrantes da Comissão confirmaram que pretendem convocar Janot para prestar esclarecimentos.
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