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Garotinho dançou e perdeu 'tesouro' para PF. Ex-governador ficou sem preciosos pendrives que incriminam adversários



O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) ficou sem um precioso tesouro que transportava junto ao corpo para todos os lugares. Detido em 13 de setembro enquanto apresentava seu programa de rádio, Garotinho levou um baculejo e ficou sem os oito pendrives que continham, segundo ele mesmo, diversas gravações e documentos com denúncias a autoridades.

O ex-governador, que protagonizou um espetáculo homérico há poucos meses, quando foi transferido para o presídio de Bangu, afirma que a apreensão do material foi ilegal. "Os pendrives foram arrecadados pelo policial federal responsável pela escolta sem qualquer formalidade, não sendo fornecido qualquer recibo ou lavrado auto de apreensão",

Segundo a Folha, "Os oito pendrives teriam sido apreendidos por um dos policiais que cumpriu o mandado de prisão contra Garotinho. Na viagem entre Rio e Campos, o ex-governador conta ter parado para usar um banheiro de um posto de gasolina e teria sido acompanhado pelo policial federal".

"Ele já sabia que estava na minha pochete, ele aproveitou um local, dentro de um banheiro, que não tinha ninguém, que ninguém podia ver, para fazer a apreensão ilegal de um material. Por quê?", contou Garotinho.

Segundo o ex-governador, ele teria levado a pochete para o banheiro para poder tomar um calmante. Ao entrar, o policial teria insistido para que ele não fechasse a porta.

"Eu entro no banheiro, vou encostar a porta, aí ele diz: 'não, não fecha a porta'. (...) Acabei de urinar, peguei a pochete, abri para pegar mais quatro comprimidos de Rivotril. (...) Ele ficou olhando. Sabe aquele banheirinho que só tem um sanitário e uma pia? Ele ficou ali, ficou olhando", disse Garotinho, acrescentando que, em seguida, o policial pediu para ver a pochete e apreendeu os pendrives.

Garotinho também reclamou de outras atitudes da Polícia Federal ao realizar a prisão.

"Estava tudo estranho, não estavam em um carro caracterizado [da PF], não quiseram esperar o meu advogado, não quiseram que o advogado me acompanhasse [no carro da polícia] depois no primeiro encontro, não se identificaram, não queriam dar nome", afirmou.

Garotinho quer seu tesouro de volta e já protocolou um requerimento na Polícia Federal de Campos dos Goytacazes (RJ) para reaver oito pendrives. No pedido, há uma lista com 13 pontos, que descrevem, sem muitos detalhes, parte das informações (documentos, fotos e gravações) que estariam nos pendrives.

Entre os pontos, dois citam Cabral, desafeto de Garotinho. "Notícia crime apresentada à Procuradoria Geral da República contra o ex-governador Sérgio Cabral; presidente da Alerj Jorge Picciani; o ex-prefeito Eduardo Paes; o desembargador Luiz Zveiter e outras autoridades", segundo o documento.


Com informações da Folha
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