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Falência da Oi. Porque o Lula não chama seu filho Luis Cláudio, o Ronaldinho dos negócios, para resolver a crise?



Pouco antes do pai se tornar presidente da República em 2003, o filho do ex-presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva vivia uma vida modesta. Aos 31 anos, Lulinha trabalhava como monitor no zoológico de São Paulo, onde recebia um salário de 600 reais por mês, algo equivalente a dois salários mínimos na época.

Pouco tempo após seu pai ter sido eleito, Lulinha passou a frequentar quase diariamente o escritório do lobista Alexandre Paes dos Santos, uma mansão imponente com quatro andares e elevador na sofisticada região do Lago Sul, em Brasília. Na época, o lobista respondia a três inquéritos da Polícia Federal, por suspeitas de corrupção, contrabando e tráfico de influência.

Da noite para o dia, o pacato monitor de zoológico havia se tornado um empresário de sucesso. Lulinha se tornou sócio da produtora Gamecorp, junto com Kalil e Fernando Bittar, filhos de Jacó Bittar, um dos fundadores do PT que foi ex-prefeito de Campinas e velho amigo de Lula. Fernando Bittar apareceria mais tarde na vida de Lula como um dos donos no papel do sítio em Atibaia.

Pouco tempo após se tornar sócio da Gamecorp, empresa registrada com um capital de apenas 100.000 reais, Lulinha conseguiu fazer um negócio extraordinário: vendeu parte de suas ações por 5,2 milhões de reais à empresa de telefonia Oi, que na época ainda usava o nome Telemar. Pouco tempo depois, Oi também instalou uma antena de celular exclusiva para a família de Lula no sítio em Atibaia.

Ao ser indagado pelo súbito sucesso empresarial de seu filho , que até então era um simples monitor no zoológico de São Paulo, o ex-presidente Lula comparou Lulinha ao fenômeno do futebol a época, o jogador Ronaldinho:

Durante entrevista no programa Roda Viva, Lula justificou que seu filho começou a demonstrar seu talento para os negócios quando se tornou sócio da Gamecorp:. "Eles fizeram um negócio que deu certo. Deu tão certo que até muita gente ficou com inveja" e disse que "Porque deve haver um milhão de pais reclamando: por que meu filho não é o Ronaldinho? Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho". Os entrevistadores perguntaram se não seria mais fácil virar um Ronaldinho quando se é filho do presidente. Lula respondeu: "Não é mais fácil, pelo contrário, é muito mais difícil. E eu tenho orgulho porque o fato de ser presidente da República não mudou um milímetro o hábito dos meus filhos".

Tendo em vista o talento empresarial extraordinário de Lulinha do mundo dos negócios, bem que o ex-presidente Lula poderia indicá-lo para tirar a empresa de telefonia Oi da situação delicada em que se encontra nos dias atuais.

A empresa está em vias de enfrentar uma falência e pode deixar sem sinal os serviços de telecomunicações em 2.051 municípios brasileiros da noite para o dia. O número, que representa 37% do total de cidades do país, abrange locais onde só a Oi opera em telefonia fixa, celular ou banda larga e áreas atendidas por outras teles e provedores que usam apenas a infraestrutura da empresa carioca. Esse “caladão” nos serviços de telefonia e internet (voz e dados) pode afetar 46 milhões de linhas de celular, 14 milhões de telefones fixos e cinco milhões de pontos de acesso à banda larga. Os números constam de documento do governo federal, que já sinalizou que não vai colocar um centavo do dinheiro do contribuinte para salva a maior concessionária de telefonia e dados do país. Segundo lista apresentada à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a empresa tem um total de R$ 63,95 bilhões em dívidas com mais de 55 mil credores.

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