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Ex-chefe de gabinete de Janot recusou convite da CPI da JBS e acabou intimado. Pelella terá que ir de qualquer jeito



Eduardo Pelella, o ex-chefe de gabinete do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recusou um convite da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da JBS, para prestar esclarecimentos à comissão. Pelella, que participou diretamente do processo do acordo de delação firmado entre a PGR e os irmãos Batista, enviou uma carta afirmando que não iria por sigilo profissional.

Diante da recusa, A CPI da JBS aprovou na manhã desta terça-feira (31) um requerimento convocação do ex-chefe de gabinete de Janot como testemunha. Desta forma, Pelella terá que comparecer obrigatoriamente perante a comissão para prestar os devidos esclarecimento.

Como justificativa, os parlamentares alegam haver indícios de que Pelella sabia da participação do ex-procurador Marcello Miller no processo de delação premiada da JBS. As atividades de Pelella e de Janot no acordo da JBS estão envoltas em uma série de suspeitas. Em seu último depoimento à CPMI da JBS, o procurador Ângelo Goulart Villela disse ter ouvido de Eduardo Pelella, em abril, que Michel Temer poderia cair.

O procurador afirmou que Rodrigo Janot fez o acordo de delação com a JBS com o objetivo de derrubar o presidente Michel Temer e impedir a nomeação de Raquel Dodge para substituí-lo no comando da Procuradoria-Geral da República. Villela  confirmou que Marcelo Miller fez jogo duplo na delação a mando de Janot.

Miller virou protagonista da principal polêmica em torna da colaboração da empresa, suspeito de ter atuado na defesa dos executivos pelo escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe quando ainda tinha cargo no Ministério Público Federal.

O ex-procurador confirmou à Polícia Federal que ajudou executivos da JBS a elaborar o acordo de colaboração apenas para não ser "descortês". Relatou ainda que fez somente reparos "linguísticos e gramaticais" a uma espécie de esboço do anexo de delação que foi apresentado a ele por Ricardo Saud, de também compareceu à CPI nesta terça-feira, mas preferiu se manter calado.

Não há ainda data para o depoimento de Pelella, que também pode optar por permanecer calado.
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