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Após desmascarar farsa da JBS, Temer avança sobre Geddel e Rocha Loures. Planalto quer tudo esclarecido até 2018



O governo pretende inciar o ano de 2018 com uma agenda focada no desenvolvimento do país com o anúncio de 3 milhões de empregos gerados atá janeiro. Para fluir com maior eficiência, livre dos embaraços provocados por investigações que apontam para o presidente, o Palácio do Planalto tem atuado discretamente para promover o esclarecimento de alguns fatos que ainda provocam desconforto.

O primeiro deles, é a elucidação do papel do ex-assessor do presidente, Rodrigo Rocha Loures, na trama criada pelo ex-procurador da República, Rodrigo Janot. Já se sabe que Joesley Batista atraiu o ex-suplente de parlamentar para uma armadilha típica e peculiar. O empresário prometeu a Rocha Loures a quantia de R$ 500 mil para que ele conseguisse um encontro com Temer. Este tipo de prática é comum entre lobistas e assessores em Brasília. Joesley disse ao ex-assessor de Temer que não pretendia acionar seu ex-funcionário Henrique Meirelles para não criar embaraços ao atual ministro da Fazenda.

Mas o combinado entre Joesley e Rocha Loures envolvia instruções bem específicas. Rocha Loures deveria informar ao presidente que também estaria presente no encontro apenas para assegurar que tudo daria certo. Rocha Loures deveria informar a placa do veículo que seria usado na visita ao Palácio do Jaburú e inventaria uma desculpa de última hora para não comparecer ao encontro. Joesley então se reuniu com o ex-procurador da República, Marcelo Miller na véspera do encontro, quando este o instruiu sobre como proceder com a gravação. Miller já havia feito o mesmo serviço para Janot nos casos de Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró. e no caso do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

Após Joesley gravar o presidente, coube ao ex-procurador-geral forjar uma ação controlada para filmar Rocha Loures recebendo uma mala contendo R$ 500 mil das mãos do ex-diretor da JBS, Ricardo Saud. Agora, bastava reunir a gravação e as imagens de Rocha Loures correndo com a mala de dinheiro pelas ruas de São Paulo para afirmar que o dinheiro era para Michel Temer.

Como todos sabiam que o dinheiro era de fato de Rocha Loures, foram retirados os rastreadores das malas e do dinheiro, pois a PGR sabia perfeitamente que o dinheiro jamais chegaria a Temer. Estes fatos estão prestes a serem revelados pelo próprio Rocha Loures em breve, o que deve complicar ainda mais a situação dos açougueiros e do ex-procurador-geral, Rodrigo Janot. Após este incidente, Temer achou melhor tirar o foro privilegiado de Rocha Loures, para que seu ex-assessor resolvesse seus problemas com a Justiça. O presidente substituiu ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio por Torquato Jardim. Serraglio não teve outra alternativa, a não ser reassumir seu mandato de deputado federal, até então ocupado por Rocha Loures, que foi literalmente jogado no colo do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

Outro fato que o governo pretende acelerar os esclarecimentos é sobre o dinheiro encontrado em um apartamento ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. Temer havia desligado Geddel do governo no meio do ano, após a denúncia feita pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero. Deste modo, Geddel, que também foi ex-ministro de Lula e Dilma, ficou vulnerável e sem foro privilegiado. Geddel passou então a ser investigado com maior liberdade pela Polícia Federal, que acabou encontrando seus R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador.

Assim como a PGR e a imprensa vem tentado de todas as formas ligar Temer ao homem da mala, como ficou conhecido Rocha Loures, o mesmo tem sido feito em relação ao dinheiro encontrado no apartamento usado por Geddel Vieira Lima em Salvador. Este último caso está prestes a ser esclarecido. Segundo gravações de conversas de diretores da JBS, Joesley Batista também tem um apartamento em Salvador e usava o imóvel para se encontrar com Geddel e Lúcio Funaro na época do governo Dilma. O dinheiro encontrado no apartamento do ex-ministro teria origem em esquemas criminosos mantidos por Joesley e Geddel na Caixa, com a anuência dos governos petistas.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge já deu início às investigações sobre o caso de Geddel.  Esta semana, Agentes da PF realizaram busca e apreensão no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), na Câmara dos Deputados, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima – preso na Lava Jato. Foi Raquel Dodge que pediu a operação contra Lúcio Vieira Lima.

Raquel Dodge também pediu no dia 2 de outubro o depoimento do próprio presidente Michel Temer no inquérito que apurar se o decreto de Portos beneficiou a empresa Rodrimar, implicada na delação da J&F e que atua no Porto de Santos. A área é considerada de influência histórica do presidente e do PMDB.

No mesmo pedido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, a procuradora requereu ainda diretamente ao Palácio do Planalto “a obtenção dos registros de entrada de quaisquer das pessoas mencionadas (no inquérito) no Palácio do Planalto, no ano de 2017”.

Os próximos passos da nova procuradora estarão na mira dos aliados de Temer. Raquel Dodge deve passar um pente-fino nos investigados para afasta definitivamente do Planalto e os principais peemedebistas da linha de tiro da Lava Jato. Por meio destas medidas, Temer pretende começar o ano de 2018 a todo vapor, livre dos embaraços usados pela imprensa para tentar desestabilizar seu governo. Segundo fontes do Palácio do Planalto, o presidente faz questão de lidar com todos os embaraços de forma republicana, observando as leis e a Constituição. Segundo as mesmas fontes, Temer não tem qualquer preocupação com sua popularidade, mas promete revelar ao país as manobras de todos aqueles que ousaram manchar sua biografia. 
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