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Vida de JBS se complica nos EUA. Manobra de Joesley para derrubar Temer afetou acordo com Departamento de Justiça



A manobra criminosa dos açougueiros da JBS para derrubar o governo brasileiro com ajuda de um procurador-geral da República e da Rede Globo afetou profundamente as negociações do acordo do grupo empresarial com o Departamento de Justiça americano.

Entre os fatores que contribuíram para o retrocesso nas negociações com a Justiça americana, está a participação do ex-procurador da República, Marcello Miller, como agente duplo, atuando no acordo para a empresa enquanto estava na Procuradoria-Geral da República.

"Os EUA jamais fecham acordo com um advogado sob suspeita", diz afirma Sylvia Urquiza, especializada em "compliance", termo que designa regras anticorrupção.A suspeita travou as negociações de um acordo com o Departamento de Justiça, segundo publicou a Folha na semana passada.

O caso da suspeita é considerado extremamente grave pelas autoridades americanas porque Miller era o interlocutor do Ministério Público Federal com os americanos, que colocaram em xeque a negociação.

O acordo é considerado vital para a sobrevivência da JBS por causa das pesadas multas que os americanos impõem a empresas corruptas.

A JBS retira do exterior 87% de sua receita de operações. Os EUA, onde tem 56 fábricas e é dona de marcas tradicionais como a Swift, respondem por 51% da receita total.

Há um agravante: como a JBS tem fábricas nos EUA, as propinas pagas no Brasil são uma violação da lei americana que proíbe empresas de lá de pagar suborno no exterior. Com a prisão de Joesley e Wesley e a rescisão do contrato de delação, as perspectivas para a JBS são as piores possíveis no Brasil e nos EUA, de acordo com especialistas.

Embora o presidente americano Donald Trump não tenha incluído o assunto na agenda de seu encontro com o presidente Michel Temer, fontes do Palácio do Planalto informam que este foi um dos temas abordados por Trump durante o jantar oferecido a Temer no hotel Lotte Palace New York, nesta segunda-feira, 18. O presidente americano já havia recebido um relatório com centenas de denúncias de atividades ilegais dos irmãos Batista em solo americano. Os dois presidentes também conversaram sobre a crise na Venezuela e sobre os ataques contra os dois por parte de grupos de comunicação dominados por gente da esquerda, como a CNN e Globo. 
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