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Temer negocia R$ 50 bilhões em investimentos chineses no Brasil. Recursos vão ajudar a concluir obras paradas e gerar mais empregos



A visita do presidente Michel Temer à China tem sido até o momento uma das mais produtivas entre todos os ex-presidentes do Brasil. Esta é a avaliação de economistas e analistas políticos que se debruçam sobre os números animadores dos acordos comerciais firmados por Temer até o momento. Animado com os números positivos da economia, o presidente brasileiro conseguiu entusiasmar investidores durante as várias reuniões que participou com empresários chineses.

De fato, os números da economia brasileira são bem mais promissores que aqueles que o país ostentava na época da primeira visita de Temer à China, no ano passado. Os investidores chineses concordaram com o presidente quando ele disse que  Brasil tornou-se um país "rico em oportunidades", O PIB se recuperou "em pouquíssimo tempo" e a economia "voltou a crescer", afirmou o presidente.

Entre os investimentos negociados por Temer está o o início das obras da linha de transmissão entre a usina de Belo Monte, no Pará, e o Sudeste. A chinesa State Grid investirá US$ 3,5 bilhões para concluir a linha de 2.518 km, a maior do país.

Além de garantir a geração de empregos com a retomada de obras paradas, Temer conseguiu ainda novos aportes para financiar a atividade de pequenos e médios empresários brasileiros.  China Development Bank (CDB) liberou um aporte de U$ 3 bilhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Entre outros acordos bilionários, está o projeto do Porto do Sul, em Ilhéus, e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que ligará a cidade a Caetité, em um trecho de 500 km. As obras estão avaliadas em US$ 2,4 bilhões, disse Caramuru. O acordo firmado por Temer prevê a formação de um consórcio de empresas chinesas, do Casaquistão e do governo da Bahia para disputar a licitação, em 2018.

Na esteira dos investimentos a serem feitos no Brasil pelos chineses, está ainda o financiamento de US$ 700 milhões da China Communication and Construction Company (CCCC) para a construção de um Terminal de Uso Privado no Porto de São Luís (MA). A beneficiária é a brasileira WTR, responsável pelo projeto. As empresas já haviam anunciado o negócio em abril.

Ainda na área financeira, o Banco do Brasil deve receber aportes da ordem de R$ 300 milhões, enquanto o BNDES e a Sinosure fecharam convênio para a concessão de garantias a empresas chinesas com negócios no Brasil. O governo ainda anunciou a contratação da China National Nuclear Cooperation para avaliar os procedimentos necessários para a conclusão da usina Angra 3.

"Modernizando o país"
O presidente disse que ao lado de sua equipe de governo está "modernizando o país", através de medidas e reformas, como o novo modelo de concessões e privatizações, que respondem "ao desafio de dar um salto de qualidade na nossa infraestrutura".

Além disso, destacou os novos quadros regulatórios em setores como petróleo e gás, mineração ou eletricidade, ou o objetivo da reforma trabalhista. Todo isso procura aumentar a segurança jurídica e melhorar as condições para os investimentos, explicou. Como consequência, "estamos vendo uma recuperação no comércio e na indústria", afirmou.Temer citou a força da relação econômica bilateral a marcha imparável do comércio, que totalizou os US$ 58 bilhões em ambas direções em 2016, em comparação aos US$ 3 bilhões do primeiro ano deste século. E lembrou que a China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009. "Eu sei que a China continuará ao lado do Brasil", afirmou o presidente, que foi aplaudido pelos presentes. 
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