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Sem derrubar Temer, Globo e a esquerda não vão conseguir conter avanço de Bolsonaro



O presidente Michel Temer tem ideias próprias para o Brasil e não fechou com a Globo. Temer passou décadas no Congresso ajudando a aprovar medidas importantes para o país, fez parte de uma aliança vencedora nas eleições de 2010, mas nunca teve a oportunidade de colocar suas ideias em prática por falta de espaço no governo Dilma.

Mas apesar de esquálido e anulado por Dilma, que ignorava todos os seus conselhos, Temer nunca perdeu sua influência na Câmara dos Deputados, que presidiu por três vezes. Foi graças a esta influência e a proximidade quase parentesca com centenas de parlamentares que Temer conseguiu articular apoio para expulsar do poder um grupo político que estava devorando o país feito um bando de gafanhotos.

Temer salvou o Brasil das garras do PT e livrou a nação de se tornar mais uma pátria bolivariana. Logo que assumiu a Presidência, Temer começou a colocar suas ideias em prática e não aceitou fechar com a Globo. Embora muitos entendam que apenas a Globo é a grande vilã nesta história, há de se fazer uma ressalva. A Globo a que o texto se refere é um grupo formado por rentistas, donos de grandes fortunas, banqueiros, financeiras e bilionários donos do capital especulativo sempre ávidos por oportunidades 'sopradas' por governantes fechados com o grupo. A Globo é apenas a porta voz dessa gente que manda no país há mais de 30 anos.

Este grupo passou os primeiros seus meses de governo Temer tentando uma abordagem, mas logo que viram a disposição do presidente em romper com privilégios das velhas castas de privilegiados, perceberam que com ele não havia negociação.

Caso Temer tivesse entrado no jogo, garantindo as velhas dicas de 'investimentos', aquisição de terrenos e outras 'dicas informais de oportunidades', bastaria que ele indicasse um sucessor que garantiria a manutenção do 'estado de coisas' e pronto. Teria total apoio da "Globo", que faria de tudo para eleger o indicado por Temer, assim como fez com todos os ex-presidentes dos últimos anos.

O problema é que Temer não apenas não fechou com a 'Globo', como também não se comprometeu a se envolver no processo de sua sucessão. Seu compromisso, mandou avisar o presidente, era o de recuperar a economia do país, fazer as reformas que julgava necessárias e concluir a transição democrática do país até as eleições de 2018. Temer avisou que não fecharia com ninguém e que caberia à população escolher o próximo presidente, livres da interferência do Estado.

Este é justamente o maior medo das elites do país: o risco do povo eleger um presidente avesso a conchavos. Este cenário pretendido por Temer cria possibilidades para que o deputado Jair Bolsonaro chegue nas eleições de 2018 como favorito.

Quando os grupos privilegiados por outras administrações perceberam que não havia jeito, o jeito foi tentar derrubar Temer de qualquer jeito. Caso a conspiração entre os grupos mencionados tivesse tido êxito, o sucessor de Temer, provavelmente Henrique Meirelles ou Nelson Jobim, passaria a contar com a simpatia imediata da Globo e seus 'grandes feitos' na economia, na queda da inflação e na recuperação na geração de empregos seria notícia 24 horas por dia na emissora. Com a máquina na mão e um acordo costurado entre os partidos, o sucessor de Temer seria eleito em 2018 com muita facilidade. Este era o plano da Globo para manipular o processo democrático e afastar o risco Bolsonaro, o pré-candidato odiado pela esquerda e por todos na Globo.


Apesar de terem fracassado, os interessados em interferir no processo democrático continuarão a campanha para derrubar a credibilidade de Temer e minimizar seus feitos. Ao mesmo tempo, manterão suas campanhas contra Bolsonaro a fim de esvaziá-lo até 2018. Talvez, o maior erro de Bolsonaro até o momento tenha sido justamente ter fechado com a Globo e a esquerda contra Temer.

Os poucos políticos honestos que existem no Brasil são unânimes em afirmar que Temer é um homem íntegro, incapaz de se meter em qualquer tipo de irregularidade. Mas a opinião dessa gente não pesa tanto. Vale mais a opinião dos políticos flagrantemente desonestos. Estes sim, garantem que Temer é um dos poucos políticos do país livres de qualquer envolvimento em atos de corrupção. Apesar destes fatos, Temer e Bolsonaro serão alvos de campanhas cada vez mais rasteiras nos próximos meses. A queda de Janot e a possível condenação de Lula na Segunda Instância são fatores que tendem a acirrar ainda mais a onda de ataques contra Temer e Bolsonaro.

Ninguém na Globo está preocupado com o que pode acontecer com a economia ou com a vida de milhões de brasileiros nos próximos meses. O que eles querem é  garantir a influência sobre o Estado nos próximas 20 anos.

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