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Raquel Dodge quer acabar com escritório do crime organizado em presídios e propõe fim do contato físico com presos



A nova procuradora-geral da República Raquel Dodge deu início ao debate que pode colocar um fim definitivo na articulação do crime organizado dentro dos presídios. A chefe da PGR encaminhou sugestão ao ministro da Justiça Torquato Jardim a adoção de medidas para evitar o contato físico de pessoas de foram com presos no sistema carcerário.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, confirmou que Raquel Dodge sugeriu a medida que deve ser avaliada pelo ministro da Justiça nos próximos dias.

— Eu inclusive conversava com a procuradora-geral da República, doutora Raquel Dodge, e ela deu uma sugestão que eu acho que nós temos que imediatamente aceitar: começar a colocar os parlatórios dentro das penitenciárias e presídios federais. É um princípio de mudança que, eu espero, venha a ser seguido por todo o sistema prisional brasileiro - explicou Jungmann.

Na maioria dos países civilizados, os advogados mantém apenas contato visual com os presos por meio de um parlatório, separados por vidros e se comunicam através de telefones em ambos os lados das cabines.

O ministro da Defesa se entusiasmou com a ideia de acabar com a facilidade com que os chefes do crime organizado coordenam as atividades criminosas fora dos presídios, através de contatos cercados de privacidade com seus advogados. A prisão se transforma em home office do crime organizado e do crime nas ruas — observou o ministro.

Segundo matéria publicada no GLOBO, Jungmann disse estar em uma "cruzada" pela implementação dessa medida. Ele disse ainda esperar que as cadeias estaduais sigam o exemplo federal, caso isso aconteça. Sem estipular prazos para alguma ação do governo, o ministro atacou a "resistência" de advogados criminalistas sobre essa proposta. Além disso, prometeu levar o caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

— O advogado que se torna advogado de um bando pode ser chantageado, ele pode ser ameaçado de morto se ele não passar a servi-lo — emendou.

A turma dos direitos humanos já começou a se queixar antes mesmo da implantação das medidas que visam a segurança da sociedade. Segundo os ativistas, a falta de contato físico e íntimo entre o advogado e seu cliente 'desumaniza' a relação.



Com informações de O GLOBO


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