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PT prevê mobilização zero diante de eventual prisão de Lula. Gleisi Hoffmann fala em PT fora da eleição de 2018



Dirigentes do PT estão bastante apreensivos com a desmobilização da militância do partido nos últimos meses. Para piorar, o impacto da delação do ex-ministro Antonio Palocci e o interrogatório com o juiz Sérgio Moro acabaram diluindo os minguados efeitos positivos da caravana feita pelo ex-presidente Lula no Nordeste.

Se havia alguma expectativa de mobilização em defesa do petista no início do ano, este apoio também se desfragmentou de forma dramática nas últimas semanas. Não fosse a convocação de integrantes de assentamentos do MST na região do Paraná, não haveria praticamente ninguém em Curitiba no último dia 13 para prestar solidariedade a Lula, no dia de seu último interrogatório com o juiz Sérgio Moro.

Desde então, a situação da imagem do líder do partido vem se deteriorando de forma muito rápida junto aos militantes e simpatizantes. A movimentação nos bastidores do partido para a escolha de um outro nome para 2018 também é algo que ajuda a debilitar a imagem de Lula ainda mais. A presidente nacional do partido, a senadora Gleisi Hoffmann tentou conter a sangria nesta segunda-feira, 18, e refutou os nomes de Haddad e de Jaques Wagner para as próximas eleições. Apesar do esforço da presidente do partido, boa parte da militância não se sensibilizou com o apelo.

A certeza de que o petista será condenado em mais um processo nos próximos dias tem tirado o ânimo dos militantes, que entendem que quanto mais o partido demorar para definir a estratégia de 2018, menores serão as chances de mobilizar o pouco que restou da militância. Lula já é carta fora do baralho para muitos. Sua prisão já é esperada e não vai haver sequer mobilização nas ruas. O próprio Haddad já tem sinalizado que está passando da hora do PT virar a página com Lula e começar a preparar as alianças para 2018.

Quanto mais tempo a situação ficar indefinida, maiores serão as dificuldades de atrair os partidos para uma aliança de última hora. Já está mais que claro que com Lula, as legendas não fecham com o PT. Acuada, a presidente nacional do partido, a senadora Gleisi Hoffmann chegou a sugerir que o partido fique de fora das eleições como forma de 'protesto'.

"O boicote é uma coisa que não está sendo oficialmente discutida ainda, mas vai caminhar para isso se ele for impedido de ser candidato", justificou Gleisi em entrevista à BBC nesta segunda.

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