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PT prefere manter Vaccari na prisão, apesar dos apelos dramáticos do ex-tesoureiro a Lula e ao partido por leniência



A covardia do ex-presidente Lula e dos demais integrantes do PT foi um dos principais motivos que levaram o ex-ministro Antonio Palocci a pedir sua desfiliação do partido que ajudou a fundar e das revelações sobre a participação nada casuística de Lula e Dilma nos esquemas criminosos em que esteve envolvido.

Apesar de ter sido confrontado de forma irrepreensível pelos crimes que cometeu e que o levaram à prisão, Palocci não agiu de forma meramente vingativa ou egoísta, como tentam fazer parecer os integrantes do PT. O ex-ministro se compadeceu da situação 'humanitariamente injusta' vivida pelo ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. Assim como Palocci, Vaccari é um criminoso, porém tem sido privado pelos dirigentes do partido de uma opção prevista na lei que poderia minimizar sua pena.

Segundo Vaccari, a saída 'honrosa' para todos é um caminho paralelo ao da delação, seguido por Palocci. Há tempos, o ex-tesoureiro tenta convencer a cúpula do partido a propor um acordo de leniência à Justiça. Vaccari defende que esta é a única via para que ele e outros condenados como o próprio Palocci e o ex-ministro José Dirceu consigam obter benefícios de redução de pena. Entre os defensores do acordo de leniência do PT, há quem diga que praticamente todos os grandes nomes do partido receberam mochilas de dinheiro das mãos de Vaccari.

Embora por outros motivos menos nobres, vários líderes do PT também jé defenderam esta opção. Caso o PT se antecipasse em propor à Justiça um acordo de leniência, no qual os envolvidos em atividades criminosas confessariam sua participação nos crimes, o partido poderia evitar multas pesadas que devem ser impostas à legenda no futuro.

O Jornal GGN, controlado pelo jornalista petista Luis Nassif, publicou um artigo defendendo que "O PT deve procurar as autoridades para fazer um acordo de leniência e evitar que os procuradores de Curitiba criem um processo para cobrar até R$ 10 bilhões do partido por causa da corrupção descoberta pela Lava Jato. A multa seria impagável e quebraria a legenda".

Vaccari também destacou este aspecto do acordo de leniência, que pode significar a salvação ou o fechamento do partido. Lula vetou pessoalmente a proposta do amigo João Vaccari Neto, e se recusou a negociar acordo de leniência do PT com a Justiça.

Na carta em que comunicou sua decisão de se desfiliar do PT, o ex-ministro Antonio Palocci manifestou o seu descontentamento com a legenda também neste sentido. Ao justificar sua opção pela delação, Palocci afirmou que defende o mesmo caminho para o PT. "Há pouco mais de um ano tive oportunidade de expressar essa opinião de uma maneira informal a Lula e Rui Falcão, então presidente do PT, que naquela oportunidade transmitia uma proposta apresentada por João Vaccari, para que o PT buscasse um processo de leniência na Lava Jato" lembrou Palocci, na mesma carta em que comparou o PT á uma seita.

O fato é que Palocci se sentiu indignado por ter se tornado alvo de um processo disciplinar no PT, o que considerou o cúmulo da hipocrisia que passou a reinar no partido em que todos sabem dos crimes de Lula. Na carta, o ex-ministro desafia a cúpula do partido a levar adiante o processo disciplinar, desde que todos estejam realmente dispostos a assumir seus crimes:

"Estou disposto a enfrentar qualquer procedimento de natureza ética no partido sobre as ilegalidades que cometi durante nossos governos, as razões e as circunstâncias que me levaram a estes atos e, mesmo considerando a força das contingências históricas, suportar pessoalmente as punições que o partido julgar cabíveis" afirmou Palocci, que logo em seguida, expôs as condições para tal gesto:

"Não vejo possibilidade, entretanto, de colaborar no processo aberto pelo partido sobre minhas afirmações quanto às responsabilidades do ex-presidente Lula nas situações citadas por ocasião do interrogatório de 6 de setembro de 2017. Isso porque tais questões fazem parte do processo de negociação com o MPF, e tal procedimento encontra-se envolto em sigilo legal. Foi por isso que naquela oportunidade limitei-me a fatos relacionados àquele processo. Dito isto, declaro minha disposição de responder aos questionamentos do partido sobre qualquer tema,, logo após os prazos legais.

"De qualquer forma, quero adiantar que, sobre as informações prestadas em 06/09/2017 (compra do prédio para o Instituto Lula, doações da Odebrecht ao PT, ao Instituto e a Lula, reunião com Dilma e Gabrielli sobre as sondas e a campanha de 2010, entre outros) são fatos absolutamente verdadeiros. São situações que presenciei, acompanhei ou coordenei, normalmente junto ou a pedido do ex-Presidente Lula".

Em seguida, Palocci ainda oferece, em forma de desafio, uma saída moral para o ex-presidente Lula:

"Tenho certeza que, cedo ou tarde, o próprio Lula irá confirmar tudo isso, como chegou a fazer no
“mensalão”, quando, numa importante entrevista concedida na França, esclareceu que as eleições do Brasil eram todas realizadas sob a égide do caixa dois, e que em assim com todos os partidos. Naquela oportunidade ele parou por aí, mas hoje sabemos que é preciso avançar na abertura da caixa preta dos partidos e dos governos, para o bem do futuro do país".

"Ressalto que minha principal motivação nesse momento é que toda a verdade seja dita, sobre todos os personagens envolvidos".

"Sob o ponto de vista politico, estou bastante tranquilo em relação a minha decisão. Falar a verdade é sempre o melhor caminho. E, neste caso, não posso deixar de registrar a evolução e o acúmulo de eventos de corrupção em nossos governos e, principalmente, a partir do segundo governo Lula.”


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