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Pressionado pelo STF, Janot deve revogar imunidade de Joesley e pedir sua prisão. Ou faz isso, ou vai pegar mal



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi duramente castigado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira, 06, durante os debates envolvendo Ações Cíveis. Cabisbaixo e sem apresentar nenhuma resolução formal ou não sobre o escândalo que colocou o controverso acordo de delação da JBS em cheque, Janot foi diretamente confrontado pelos ministros, teve que ouvir que foi enganado pelos criminosos da JBS e recebeu recomendações para revogar a imunidade dos executivos da JBS e aconselhado a "converter o exílio em Nova York para um exílio na Papuda" numa referência ao  Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Janot terá que tomar uma decisão o quanto antes. Se tem a pretensão de minimizar o estrago que causou na imagem da Procuradoria-Geral da República, na reputação da Operação Lava Jato e em sua própria imagem, Janot precisa, o quanto antes, revogar imunidade eterna que concedeu aos criminosos da JBS e pedir a prisão imediata de Joesley Batista, Ricardo Saud e Marcelo Miller, seu ex-braço direito na PGR. O procurador em fim de mandato precisa adotar medidas enérgicas o quanto antes, sob a pena de continuar a ser visto como cúmplice da maior conspiração criminosa da história da PGR. Caso não tome as providências cabíveis imediatamente, caberá à sua sucessora Raquel Dodge, que assume o cargo em 18 de setembro, fazer o que tem que ser feito.

Janot já avisou que não vai mais se aposentar e pretende continuar na PGR para garantir o foro privilegiado. Sua intenção é clara. Ele já sabe que será alvo de algumas flechadas certeiras e não quer cair nas mãos de qualquer juiz de primeira instância. 
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