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Pavor em dose dupla. Lula em pânico diante de ameaça mais cruel que a prisão. Angústia e desespero ao fim da vida



O ex-presidente Lula vive um drama paralelo ao andamento dos processos que pesam contra ele na Justiça. Muitos ainda não se deram conta que o petista trava uma guerra de vida e morte em outra frente de batalha. A ameaça que paira sobre a cabeça de Lula é tão devastadora quanto sua eventual prisão, após uma condenação em Segunda Instância e o esgotamento dos devidos recursos.

Há poucos dias, Lula afirmou que será um bom cabo eleitoral para os membros do PT em três circunstâncias hipotéticas: se for impedido de concorrer à Presidência da República, se for preso ou se morrer neste intercurso. Ao que tudo indica, o último cenário seria o ideal para boa parte do PT e da esquerda brasileira. Mesmo não sendo lá um grande exemplo de resignação, Lula está consciente de seus próprios atos e disposto a aceitar qualquer um dos três destinos, exceto sua morte política.

E é justamente esta aterradora perspectiva que se agiganta diante de seus olhos que tem martirizado o petista nos últimos dias. Ocorre que setores do PT estão se digladiando para definir o nome de um outro candidato à Presidência em 2018 pelo partido. Lula não quer isto de jeito nenhum. Nem morto.

Caso o PT escolha outro nome para concorrer à Presidência da República em 2018, Lula estará morto em todos os aspectos. Todas as forças , recursos e narrativas do PT convergiriam para o outro nome. A Máquina petista, incluindo o esforço da militância virtual, a mobilização dos movimentos sociais controlados pelo partido, o apoio de lideranças regionais do partido, as pautas de jornalistas fiéis à legenda e a organização de atos seriam voltadas para o novo 'nome do PT',  esvaziando Lula por completo.

Este cenário, e sob as atuais circunstâncias, significa a soma de todos os medos de Lula, que tem em sua defesa política a única alternativa para se blindar de ações mais traumáticas por parte das autoridades. É justamente por estes motivos que Lula está gritando "O PT É MEU!. O PT É MEU!.O PT É MEU!"

Mas o esvaziamento de Lula não se daria apenas nestes aspectos aterradores. Setores do judiciário, do empresariado e dos meios de comunicação ainda lhe dão suporte, enquanto houver alguma esperança sobre sua candidatura. São estas forças que conservam ligados os aparelhos de respiração artificial que mantém Lula vivo. Caso o PT anuncie outro nome, Lula deixará de ter seus batimentos cardíacos monitorados por estes grupos e os equipamentos que dão suporte à sua vida política serão imediatamente desligados.

Em seus desespero, Lula se embrenhou em uma aventura bastante temerária, a caravana pelo Nordeste, para provar que ainda está vivo politicamente e que ainda tem o poder de ajudar o partido a eleger seus candidatos a cargos nos parlamento e no comando de Estados. O resultado pífio em termos de público nos comícios acabou agravando ainda mais a situação do petista dentro de seu partido.

Mas este drama vivido por Lula não é recente. O pesadelo de ver a militância do PT gritando outro nome o acompanha desde o racha no partido nos meses que antecederam a escolha do novo presidente da legenda. Lula percebeu que precisava controlar o PT com mão de ferro e impedir que o controle do partido fosse parar nas mãos da corrente "Mensagem ao Partido", que defende a autocrítica da legenda, que o partido aponte os culpados por crimes de corrupção e a constituição de uma nova liderança.

Lula precisava manter o controle do partido nas mãos da  Construindo um Novo Brasil - CNB, uma corrente interna do PT, da qual fazem parte alguns dos principais membros do partido, além do próprio Lula. Foi para manter as rédeas sobre a legenda que o petista vetou a eleição direta para presidente do PT. Em meio aos tensos debates sobre a sucessão de Rui Falcão, Lula apostou todas suas fichas para extinguir o Processo de Eleição Direta (PED).

Prevendo seu próprio esvaziamento dentro do partido, Lula e seus aliados impuseram a criação de uma nova regra de sucussão do presidente da legenda, de forma que pudesse controlar a sucessão interna. Um longo processo culminou na escolha dos delegados nacionais, que em abril, escolheram a candidata indicada por Lula, a senadora Gleisi Hoffmann.

Esta semana, a chefe do partido escolhida por Lula finalmente reconheceu que está disposta a cumprir com o combinado lá atrás. Gleisi Hoffmann defendeu publicamente que o PT fique de fora das eleições em 2018, caso Lula não possa ser candidato. "O boicote) é uma coisa que não está sendo oficialmente discutida ainda, mas vai caminhar para isso se ele for impedido de ser candidato" prometeu a senadora, seguindo o script que mantém a máquina petista a disposição de Lula por tempo indefinido.

Com isso, Lula poderá continuar gritando que o PT é dele. Qualquer outro nome que ousar desafiar esta diretriz irá se deparar com um bloqueio indevassável.  Para registrar sua candidatura na Justiça Eleitoral, o candidato precisa da assinatura da presidência nacional do partido, no caso, a aliada de Lula, Gleisi Hoffmann. Isto significa que se a direção do PT fechar questão sobre o assunto, nenhum político conseguirá fazer o registro sob o número 13. O número emprestado à Dilma duas vezes, mas que sempre pertenceu a Lula desde a fundação do partido.

O maior pesadelo de Lula não é a prisão, o juiz Sérgio Moro ou a Lava Jato. Seu verdadeiro pavor é perder o controle do PT.
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