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Para o PT, Temer montou equipe de governo suspeita. Tinha que chamar Gleisi, Mantega, Erenice e outros petistas?



Desde que assumiu o governo em maio de 2016, a montagem do gabinete tem sido um dos maiores focos de críticas ao governo Temer. A nomeação de ministros e secretários de governo se constitui em um tema que tem sido explorado à exaustão pela oposição e pelos meios de comunicação.

Na semana que antecede a posse da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, setores da oposição voltaram a criticar as opções do presidente. Há um ano, Dilma também criticava a ausência de mulheres na composição inicial do governo, que meses mais tarde indicaria Maria Silvia Bastos Marques para a Presidência do BNDES e Grace Mendonça para Advocacia-Geral da União (AGU). As três foram as primeiras mulheres da história no comando dos órgãos.

Apesar do silêncio quanto a presença de mulheres em cargos do alto escalão, o foco dos ataques ao governo no que diz respeito a indicação de cargos políticos não arrefeceu. Quem ouve as críticas imagina que o PT possui quadros com infinita superioridade técnica e ética. Praticamente todos os ministros de Dilma estavam envolvidos, investigados e denunciados em esquemas de corrupção.

Confira os nomes em ordem alfabética: Aloizio Mercadante, Antonio Palocci (preso), Arthur Chioro, Carlos Gabas, Celso Pansera, Edinho Silva, Edison Lobão, Erenice Guerra, Fernando Bezerra, Fernando Pimentel, Gilberto Carvalho, Gleisi Hoffmann, Guido Mantega, Henrique Eduardo Alves (preso), Izabella Teixeira, Mario Negromonte, Mauro Borges, Mozart Sales, Paulo Bernardo e Silas Rondeau. Todos enfrentam investigações ou processos na Justiça. Alguns já se tornaram réus e devem ter o mesmo destino dos demais que já foram presos.

Isso sem contar o ex-presidente Lula que quase virou ministro, o ex-presidente do BNDES e da Petrobrás, Aldemir Bendine (preso), Graça Foster, José Sérgio Gabrielli, Sérgio Machado e outros tantos diretores da Petrobras, três ex-tesoureiros do PT, enfim. São mais de 50 integrantes diretos e indiretos do governo Dilma encrencados com a Justiça.

Como se não bastasse, os oito investigados no governo Temer também fizeram parte dos governos de Lula e Dilma. São eles: Gilberto Kassab, Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima, Henrique Alves, Mendonça Filho, Raul Jungmann, Moreira Franco e Romero Jucá. Como explicar que, além de seus próprios corruptos, o PT ainda dava guarida para investigados do PMDB, PSD e PP?

Mais sujo que pau de galinheiro, o PT tem como presidente ninguém menos que Gleisi Hoffmann, ré na Lava Jato e alvo de outras investigações. É justamente este partido e setores da imprensa tentam imputar ao governo Temer uma marca que acabou colando, aos olhos da sociedade. No mundo ideal, Temer deveria indicar apenas nomes técnicos para os ministérios e postos chave do executivo. Na pior das hipistes, deveria indicar apenas políticos com ficha limpa. Seria ótimo se pudesse encontrar nomes totalmente isentos de suspeições. O problema seria conseguir manter maioria no Congresso e aprovar as medidas urgentes que o país necessita. Ao assumir a presidência, foi exatamente com a atual classe política que Temer se deparou. Sob o ponto de vista prático, não havia nem há como compor um governo dos sonhos e correr o risco de ver o país paralisado até 2019, justamente o maior sonho do PT e de setores da imprensa.

Se a maioria dos setores da atividade humana são corporativos, imagine na classe política? Não adianta escolher um nome limpinho de qualquer partido se esta pessoa não tiver competência técnica, vivência política, poder de interlocução e aglutinação de apoio para a base do governo. Apesar do Brasil inteiro reclamar deste tipo de 'política', o fato é que Brasília para sem ela. As consequências para o país e para a economia seriam devastadoras. Esta é a realidade atual e que pode se reproduzir a partir de 2019 com a reeleição dos tradicionais caciques dos partidos. Quem quer que seja, o presidente eleito fatalmente terá que compor seu governo com as mesmas figuras, caso queira fazer o país andar.

Mesmo considerando que o PMDB, PSDB, DEM, PP ou até mesmo o PT possuam quadros competentes e honestos, de nada adianta nomear um político que não manda nada no partido ou que ocupe um ministério apenas como 'laranja' de um cacique de sua legenda.

Culpar qualquer presidente pelo sistema político do Brasil é uma postura completamente míope. Ao menos o atual governo não ousou prestigiar apenas integrantes do PMDB, como Lula e Dilma fizeram com o PT. Lula em seu primeiro mandato e Dilma no início de seu segundo mandato. Lula acabou improvisando com o mesalão, que descambou no Petrolão, para criar um sistema totalmente baseado na corrupção para viabilizar e compra de apoio para a base governista. Dilma ousou fazer um arranjo misto, compondo o governo quase que exclusivamente com representantes da esquerda e outra parte comprada com dinheiro desviado da Petrobras.

Contrariando os anseios dos brasileiros de se verem livres deste tipo de política, os problemas com a governabilidade dos próximos presidentes tendem a se agravar ainda mais. No momento, há no país 56 partidos em formação no País. Dois deles já constituíram processo e devem ser julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até outubro, quando vence o prazo para que as legendas possam disputar eleições em 2018. As duas legendas vão com as já existentes o equivalente a 5% do Fundo Partidário. Embora muitos partidos atuem como linhas auxiliares de outros partidos maiores, a divisão do bolo no momento de aprovar votações é feita de forma selvagem e indiscriminada. Serão quase 40 partidos disputando um naco do dinheiro do contribuinte e fazendo de tudo para inviabilizar o país.

A realidade do sistema político do Brasil é caótica e bem diferente de outros países como os Estados Unidos, Alemanha e outros países desenvolvidos, onde entre dois e quatro partidos predominam. A única forma de minimizar os problemas da governabilidade é votar em um candidato, qualquer que seja, que tenha influência no Congresso e saiba, a exemplo de Temer, manobrar as forças políticas sem a necessidade de recorrer aos métodos pouco convencionais a que recorreram presidentes como Fernando Henrique, Lula e Dilma. Os parlamentares formam uma tribo que está sempre pronta para devorar os intrusos que caem de paraquedas em Brasília a cada quatro anos. Fechar os olhos para esta realidade, e se permitir guiar pela desinformação patrocinada pela oposição e meios de comunicação, é o tipo de postura que só dificulta a percepção da real dimensão dos problemas e desafios do país.




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