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O triplo carpado hemenêutico de Janot e Barroso na denúncia contra Temer



Em meio ao julgamento da Lei do Ficha Limpa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, argumentava que há uma outra dúvida sobre a sua constitucionalidade: uma emenda de redação aceita na tramitação pelo Senado Federal, que alterou o tempo do verbo no texto do projeto — do particípio passado para o pretérito futuro. Foi quando o ministro Carlos Ayres Britto apareceu com esta:

— O senhor está dando um salto triplo carpado hemenêutico.

Poder Online foi pedir ajuda ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, para saber o que isto significa:

— Saltos triplos são perigosos; carpados, mais ainda. Mas quando são feitos sobre a hermenêutica (interpretação) da lei só servem para atrapalhar. Evidentemente este  “salto triplo carpado hermenêutico” é uma invenção perigosa e nunca antes utilizado. Mais parece uma manobra protelatória para que nada seja decidido.

Esta semana, foi a vez do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, realizarem uma manobra muito mais arriscada. Os dois adoradores do PT deram as mãos, e juntos, realizaram um espetacular salto triplo carpado hemenêutico com uma denúncia contra o  presidente da República, Michel Temer presa nas pontas dos dentes de ambos.

Como as flechas primorosamente talhadas pelos açougueiros da JBS e o ex-procurador da República Marcelo Miller não foram úteis na modalidade olímpica de derrubar um presidente, Janot e Barroso resolveram apelar para um esporte mais radical e providenciaram uma nova denúncia contra o presidente envolvendo "possíveis" crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva na edição do Decreto dos Portos.

O problema de Janot e Barroso é que eles não combinaram a jogada com os russos. A Rodrimar, supostamente a beneficiária do escopo da denúncia, desqualificou o salto triplo carpado hemenêutico da dupla de petistas da PGR e STF com bastante serenidade:

Nota da assessoria de imprensa da Rodrimar.

A Rodrimar recebeu serenamente a notícia de autorização do Supremo Tribunal Federal para a abertura de um inquérito determinado a apurar se o setor portuário foi beneficiado pelo recente “decreto dos portos”. Em seus 74 anos de história, a Rodrimar nunca recebeu qualquer privilégio do Poder Público. Prova disso é que todos os seus contratos estão atualmente sendo discutidos judicialmente. O “decreto dos portos” atendeu, sim, a uma reivindicação de todo o setor de terminais portuários do país. Ressalte-se que não foi uma reivindicação da Rodrimar, mas de todo o setor. Os pleitos, no entanto, não foram totalmente contemplados no decreto, que abriu a possibilidade de regularizar a situação de cerca de uma centena de concessões em todo o país. A Rodrimar, assim como seus executivos, estão, como sempre estiveram, à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento que se fizer necessário" afirmou a empresa em nota, praticamente ignorando o espetacular  triplo carpado hemenêutico protagonizado por Janot e Barroso.
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Os atletas da olimpíada da Globo para derrubar Temer contam com a preparação técnica do ministro do STF, Edson Fachin. A emissora disponibilizou toda sua máquina de comunicação, inclusive seus satélites no rádio, na internet e nos blogs de seus empregados, para garantir a cobertura completa dos jogos. Apesar do desânimo com o preparo físico dos atletas, o time de comentaristas não desiste de tentar empolgar o telespectador.

Entre os atletas da olimpíada, Janot é sem dúvida o mais experiente. O procurador vem ensaiando suas jogadas desde os acordos de delação de Néstor Cerveró e de Sérgio Machado. Barrosão não fica para trás e possui um belo histórico nas categorias de base. Para quem não se lembra, Barroso é aquele que anistiou o quadrilhão mensaleiro. Mais conhecido como o rei dos embargos infringentes, o companheiro de fé. Barroso assinou o Manifesto de Apoio à Lula em 2006, após o escândalo do mensalão.

Há poucos dias no exterior, Barroso também defendeu a atuação de Janot no acordo da JBS, apesar dahomérica do PGR em fim de carreira.

"Janot atuou muito bem", comentou Barroso em palestra nesta sexta-feira, 8, em Washington. Na mesma ocasião, Barroso falou que o processo que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi traumático e 'dividiu' os brasileiros. "Impeachment é um trauma em qualquer lugar, inclusive no Brasil", afirmou, demonstrando não ter qualquer noção de proporcionalidade ao afirmar que o processo 'dividu' os brasileiros. Barroso também demonstrou que ainda não se deu conta da alegria do povo por ter se livrado da presidente mais incompetente da história do país. 'Traumático' foi o que Dilma fez com a vida de 14 milhões de chefes de família que ficaram sem seus empregos.

Ao final, Barroso ainda fez uma declaração bastante enigmática: "A corrupção de quem eu gosto é diferente da cometida por alguém que eu não gosto", filosofou o ministro do STF.


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