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O que Fachin está escondendo dos brasileiros? O STF vai permitir que a maior trama da história da República permaneça em segredo?



Um dos maiores mistérios envolvendo a trama engendrada na Procuradoria-Geral da República por Rodrigo Janot e os açougueiros da JBS é sem dúvida o pepel definido para o ex-assessor do presidente Michel Temer, o ex-suplente de deputado Rodrigo Rocha Loures.

O sujeito que ficou conhecido como o homem da mala é na verdade um velho conhecido do PT. Amigo de Marina Silva, Lula, Dilma e  Roberto Requião, Rocha Loures é um ex-milionário e Filho de uma tradicionalíssima família curitibana. Frequentador dos dois clubes da elite local, o Graciosa Country e o Curitibano, também frequentados pelo ministro Luiz Edson Fachin e sua mulher, a desembargadora Rosana Fachin, o ingresso de Rocha Loures na trama da mala com R$ 500 mil até hoje não foi esclarecido pelo próprio Rocha Loures.

O ex-assessor de Temer foi convencido pelo executivo da JBS, Ricardo Saud, a cair numa armadilha planejada por Janot e Joesley e até hoje não se sabe com que propósito, exceto aquele descrito na denúncia feita por Janot contra Temer, de que os R$ 500 mil eram para o presidente. Temer reagiu a denúncia da Globo e de Janot com veemência e garantiu que não tinha conhecimento sobre aquele episódio. Neste caso, existem apenas duas versões sobre o papel de Rocha Loures: a de Janot e Joesley, e a de Temer. Onde está a versão de Rocha Loures?

Apesar de sua convivência intensa com a turma da esquerda citada acima, Rocha Loures acabou se filiando ao PMDB por influência de Requião, de quem foi chefe de gabinete quando o peemedebista era governador do Paraná nos idos de 2003. Rocha Loures só conheceria Temer anos mais tarde, quando se elegeu deputado federal em 2006 pelo PMDB.

Já o ministro Edson Fachin chegou ao STF com patrocínio dos açougueiros da JBS e ciceroneado pelo executivo Ricardo Saud em sua romaria pelo senado, em busca de votos para o cargo de ministro do Supremo. É isso mesmo. Fachin, mais conhecido como 'ursão da Dilma", conseguiu a vaga de ministro do STF graças ao patrocínio da JBS e a influência de Ricardo Saud. Este personagem é o mesmo que aparece nas gravações com Joesley Batista confirmando que contara com a colaboração do ex-braço direito de Janot, Marelo Miller, para tramar gravar Temer no Jaburu. Os três dependiam deste elemento para conseguir o acordo de delação premiadíssima firmado por Janot e homologado por...Edson Fachin. Miller poderia esclarecer o papel de Janot no acordo com os criminosos da JBS, mas fachin negou pedido de prisão do ex-procurador empregado de Joesley.

O Brasil ainda não engoliu o fato dos açougueiros da Friboi, que se tornaram bilionários graças à corrupção desenfreada dos governos de Lula e Dilma, não apresentarem nenhuma prova contra seus cúmplices, apesar de terem embolsado nada menos que R$ 50 bilhões durante as administrações petistas. Como alguém que poupa outros criminosos envolvidos consegue um acordo de delação premiada, cujo maior trunfo foi uma prova forjada contra o maior rival de seus cúmplices?

Mas as situações mal explicadas ainda não terminaram. Em decisão publicada nesta sexta-feira, 8, o ministro Edson Fachin não atendeu ao pedido da defesa de Rodrigo Rocha Loures pelo acesso à totalidade dos áudios gravados por delatores do grupo J&F, incluindo os que estavam apagados e foram recuperados pela Polícia Federal, mantidos em sigilo. O ministro afirmou que deve ouvir as partes antes de tomar uma decisão sobre o tema. Além de Loures, a defesa do presidente Michel Temer também quer ter acesso a esse material.

Os quatro arquivos de áudios recuperados pela PF estão sob sigilo por decisão de Fachin. Uma das gravações é de um diálogo entre Joesley Batista e os advogados Francisco de Assis e Fernanda Tórtima, em conversa sobre o acordo de colaboração premiada que estava em negociação com a Procuradoria-Geral da República. Ao decretar o sigilo, o ministro afirmo que o diálogo “ostenta caráter de indevassabilidade em razão do sigilo assegurado pela lei às comunicações entre advogados e clientes”.

Confira trecho em que Joesley Batista e Ricardo Saud comentam sobre a discordância da advogada Fernanda Tórtima em incluir o Supremo na delação premiada. Segundo Joesley, a advogada advertiu: “Nossa senhora, peraí, calma, o Supremo não, peraí, calma, vai f***r meus amigos”.

Ricardo – Deixa eu falar uma coisa para você. O Marcelo deu uma tarefa para nós… agora acaba… …. é muito fácil, e quer mais, é isso? Já contou para o Janot… …para entregar a fita… toca o enterro… …no caso do Temer…

Joesley – Vamos lá, vamos dar um passo atrás. Na minha cabeça. Marcelo é do MPF. Ponto. O Marcelo tem linha direta com o Janot. Quando falo o Janot, é Janot, Pelella…

Ricardo – Te falei… Mandei a mensagem…

Joesley – Não, não… É tudo a mesma coisa. MPF é Janot, Pelella… Qual é o nome daquele outro? É o… Que a… que a…

Ricardo – Janot… ‘Perrella’…

Joesley – E o outro lá… Ricardo, nós somos… nós somos joia da coroa deles. O Marcelo já descobriu e já falou para o Janot: ‘Janot, nós temos o cara, nós temos o pessoal que vai dar todas as provas que nós precisamos’. Ele já entendeu isso. A Fernanda surtou por que? Porque a Fernanda entendeu que nós somos muito mais e nós podemos muito mais. E aí até a Fernanda perdeu o controle. Ela falou: ‘Nossa senhora, peraí, calma, o Supremo não, peraí, calma, vai foder meus amigos, vai…’. Só para… Ricardinho, eu não vou conseguir te explicar e te falar assim… Ricardinho, confia ni mim. É o seguinte: vamos conversando tudo, nós vamos tocar esse negócio. Nós vamos sair lá na frente, nós vamos sair amigo de todo mundo e nós não vamos ser presos. Pronto. E nós vamos salvar a empresa.

Ricardo – Não, eu não ligo não. Eu não ligo com nada.

Joesley – Eu sei… mas…. eu não consegui te falar…

Ricardo – Eu não consigo entender o seguinte… Então, por que, então por que nós estamos assim tudo bacana, está só a joia da coroa e por que a Fernanda não acha isso?

Joesley – Calma. É porque ninguém comeu ela ainda.

Ricardo – Não. Profissionalmente… Agora é sério. Só para fechar meu coisa. O povo… tão afinado com a gente. O cara mandou escrever tudo hoje. Escapou. Quarta-feira vamos entregar tudo 100%. Pergunto o seguinte: por que a Fernanda não fecha com a gente?

Joesley – Ela fecha. Ela fecha. Ricardinho, a maior agonia de todo mundo é porque é o seguinte: nós vamos chegar lá.

A advogada Fernanda Tórtima, que atuava para a JBS, abandonou a defesa de Joesley Batista esta semana.

Além das defesas de Temer e Loures, os advogados dos delatores também deverão ser ouvidos, bem como a própria Procuradoria-Geral da República, que ainda ainda não se manifestou. Enquanto isso não acontece, Fachin fala em destruir as gravações e enterrar definitivamente o caso.

Para que seja concedido acesso aos áudios, é preciso que as partes abram mão do direito ao sigilo. Caso contrário, deve prevalecer a possibilidade de os arquivos serem apagados, de acordo com a lei 9.296/1996. “A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada”, afirmou Fachin ao negar o acesso da defesa de Rocha Loures às Gravações.

O Brasil inteiro quer conhecer a versão de Rocha Loures, o conteúdo das tais gravações, e também o que tanto Joesley Batista e Ricardo Saud queriam conversar com  Edson Fachin, antes dele acitar a decisão sobre o pedido de prisão apresentado pela PGR na noite de sexta-feira, 8. O fato é que Janot não aguentou a pressão e jogou a bomba no colo de Fachin, que tem muito a explicar ao povo.
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