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O pavor de Janot e Joesley: Raquel Dodge pode convocar Rocha Loures para falar. A casa pode cair para muita gente



Muitos brasileiros devem estar se perguntando como é possível que um homem flagrado de forma cinematográfica correndo com uma mala contendo R$ 500 mil em propina pelas ruas de São Paulo não está preso? O ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures foi alvo de uma 'operação controlada' planejada pela Procuradoria-Geral da República com os então delatores Joesley Batista e Ricardo Saud, com a orientação do então procurador da República, Marcelo Miller e monitorada pessoalmente pelo procurador-geral Rodrigo Janot.

A 'operação controlada' que flagrou Rocha Loures recebendo a mala com os R$ 500 mil das mãos de Ricardo Saud, ex-diretor da JBS, foi devidamente registrada em vídeo pela própria Polícia Federal, convocada pela PGR exclusivamente para realizar aquele registro. O Brasil inteiro viu aquilo. Afinal, a Globo ficou repetindo aquela cena, junto com a gravação que Joesley Batista fez com Temer, durante praticamente 120 dias sem parar. "Teme que manter isso, viu?" corridinha de Rocha Loures. "Teme que manter isso, viu?" corridinha de Rocha Loures. "Teme que manter isso, viu?" corridinha de Rocha Loures. Enquanto isso, os empregados da Globo, todos visivelmente 'indignados', pediam a renúncia imediata do presidente.

O PT, CUT, MST e outros grupos controlados pela esquerda brasileira alugaram vários ônibus e invadiram Brasília. Terroristas e guerrilheiros foram levados para incendiar a Esplanada dos Ministérios e chegaram a atear fogo em três prédios, colocando em risco a vida de servidores. Em seguida, usando técnicas de guerrilha, os 'manifestantes', segundo a Globo, não encontraram nenhuma dificuldade em chegar ao Palácio do Planalto. Devido o pequeno número de policiais enviados pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, aliado de Lula e do PT, quase conseguiram invadir o prédio do executivo. Temer foi obrigado a convocar as Forças Armadas para se proteger e aos seus ministros da horda de selvagens dispostos a realizar uma carnificina em Brasília à luz do dia. Enquanto isso, os irmãos Batista e especuladores profissionais faturavam milhões com o caos no mercado financeiro, que causou prejuízos de mais de R$ 200 bilhões para investidores naqueles dias.

No dia seguinte, ainda no calor do Oba Oba,emissoras de TV, grandes jornais, sites, blogs, o PT, centrais sindicais, partidos de esquerda, ativistas e artistas de esquerda gentilmente cedidos pela Globo convocavam a população para uma grande manifestação para pedir a renúncia de Temer.

Mas eis que em meio a dias tão dramáticos e diante de 'provas' tão espetacularmente produzidas pela PGR e os irmãos Batista, o povo brasileiro não atendeu ao apelo tão vigoroso daquela gente de vermelho. Assim como o presidente Michel Temer não cedeu a toda aquela pressão, algo jamais visto na história do país, o povo trabalhador que tem contas para pagar também não se permitiu contagiar por todo aquele entusiasmo dos artistas, políticos amigos de Dilma e jornalistas, alguns que até se diziam de direita. Assim como Temer, a população resolveu pagar para ver.

Desde então, muitos fatos ainda não foram devidamente esclarecidos. Embora tenham sido todos derrotados, a Globo, Janot e outros jornalistas de aluguel não arrefeceram sua sanha para derrubar Temer. Todos continuam se valendo dos fatos ainda não esclarecidos para manter a população na mesma posição de dúvida em que foi colocada na inauguração da mais grave crise política que o país já testemunhou. O empenho na campanha contra o governo foi exercido de forma tão sistemática e vigorosa, que muitos acabaram se permitindo influenciar contra Temer de alguma forma, mesmo sem saber ao certo o motivo.

De lá para cá, Temer conseguiu comprovar várias coisas que havia afirmado em sua defesa naqueles dias sombrios. O presidente alertou que foi feito um pacto na PGR com os criminosos da JBS, denunciou a participação do ex-braço direito de Janot, Marcelo MIller, no planejamento do acordo de delação, afirmou que os irmãos Batista eram criminosos profissionais que lucraram bilhões vazando informações confidencias relativas ao próprio acordo de delação premiada, entre outras assertivas. De fato, Marcelo Miller participou de toda a trama na PGR, junto com Joesley Batista e Ricardo Saud. Os dois últimos já foram presos e o ex-braço direito de Janot deve ter o mesmo destino nos próximos dias.

Mas paira ainda o mistério sobre o homem da mala. Segundo a denúncia encaminhada ao Supremo Tribunnal Federal, o dinheiro recebido por Rodrigo Rocha Loures era destinado ao presidente Michel Temer. Esta era a prova material alegada por Rodrigo Janot e pelos jornalistas da Globo de forma tão triunfal.

Mas eis que a conspiração fracassou, Temer não renunciou, os irmãos Batista forma presos e ninguém mais voltou a tocar no assunto. Nem Janot, nem a Globo, nada. Para tornar a história ainda mais emblemática, o ministro do STF, Edson Fachin, demorou uma eternidade para decretar a prisão de Rocha Loures e logo em seguida, mandou soltá-lo. Como pode? O cara foi filmado pela própria Polícia Federal correndo com uma mala com R$ 500 mil. Qual a justificativa de Janot e Fachin? O cara era para estar atrás das grades.

Mas este não é o único fato estranho. Porque ninguém colocou um microfone na boca deste homem para ele pudesse contar sua versão dos fatos? Qual a razão para que nenhum delegado, procurador o ministro do STF não o tenha convocado para falar à nação o que de fato ocorreu naquele episódio e esclarecer de uma vez por todas de quem era aquele dinheiro? Parece pouco provável que o próprio Rocha Loures não esteja louco para dizer a verdade ou ao menos a sua versão dos fatos. Porque tanto zelo em mantê-lo calado? O dinheiro era ou não era para Temer?

Pois este deve ser um dos primeiros fatos que a nova Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, deve esclarecer a partir da próxima semana. Ao que tudo indica, a casa deve cair para muita gente. Abaixo, um artigo já publicado aqui no Imprensa Viva pode ajudar a esclarecer esta história antes mesmo que a nova PGR tome suas providências:


"Uma das mais misteriosas tramas entre as engendradas no coração da Procuradoria-Geral da República começa a ser redesenhada pelos novos fatos que vieram à tona após a prisão do criminoso Joesley Batista e de seu cúmplice, o diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud.

Antes mesmo de seu pronunciamento sobre o assunto, o papel do ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures na trama pode ser definitivamente esclarecido. Flagrado correndo com uma mala com R$ 500 mil pelas ruas de São Paulo, Rocha Loures foi apontado pela PGR como intermediário de valores que deveriam ser repassados ao presidente Temer. Esta é a versão que consta na primeira denúncia formulada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, contra Temer.

Mas ao que tudo indica, a versão pode não ser bem esta que Janot e Joesley Batista tentaram impor no calor do vazamento do acordo de delação da JBS, amplamente explorado pela imprensa nos idos de maio.

Circulam informações nos corredores da PGR que Joesley Batista e Ricardo Saud teriam abordado Rocha Loures com a promessa de lhe dar R$ 500 mil, caso conseguisse agendar um encontro entre Joesley e Temer. O então assessor do presidente teria perguntado: só isso? Saud teria garantido que sim e informado que Joesley não queria acionar outros contatos, como o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para não criar embaraços.

A trama envolvendo Rocha Loures não era diferente daquela revelada na gravação acidental entre Joesley Batista e Ricardo Saud sobre envolver o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo numa ação para gravar ministros do STF. O modus operandi seria o mesmo, inclusive com a perspectiva de entregar a participação de Cardozo posteriormente. Cardozo chegou a jantar na casa de Joesley para tratar do assunto e foi gravado pelo dono da JBS na ocasião. Isto significa que a trama revelada na gravação foi efetivamente colocada em prática.

O caso envolvendo Rocha Loures foi exatamente o mesmo. Assim como Joesley e Ricardo Saud tramaram atrair José Eduardo Cardozo propondo que gravasse autoridades para depois fritá-lo, convenceram Rocha Loures que ele receberia R$ 500 mil apenas para conseguir um encontro com Temer. A versão sobre os fatos apresentada posteriormente pelos partícipes da trama foi então adaptada para aquilo que queriam que parecesse.

Mas esta não é a única similaridade entre outras ações concebidas dentro da PGR. Na véspera do encontro com o presidente Michel Temer, Joesley teve um encontro com o então procurador-da República Marcello Miller, o especialista em treinamento para gravações de Rodrigo Janot. Miller tem um histórico respeitável neste quesito. Orientou o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, a gravar conversas com políticos do PMDB. A gravação serviu de base para a denúncia apresentada por Janot contra integrantes do governo Temer, como Romero Jucá.

Miller também esteve envolvido na gravação de Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró  em junho de 2016, bem antes da delação da JBS entrar no radar da PGR. Miller instruiu Bernardo a gravar uma conversa com o então senador petista Delcídio do Amaral, na qual o ex-senador oferecia um acordo para que seu pai, Nestor Cerverá, não fechasse um acordo de delação premiada em troca de pagamentos mensais de R$ 50 mil no exterior.

Os métodos da PGR de Janot e Miller acabaram se fundindo mais tarde aos métodos de Joesley Batista e Ricardo Saud da JBS, mas diferentemente da primeira experiência na forja de provas, as gravações feitas por Sérgio Machado e Joesley Batista foram claramente orientadas no sentido de obter algum diálogo que comprometesse seus interlocutores.

Esta é provavelmente a versão que deve começar a prevalecer, na medida em que os fatos começarem a ser esclarecidos pela nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge e o depoimento do próprio Rodrigo Rocha Loures. Neste caso, Janot e Marcelo Miller, juntamente com os açougueiros da Friboi podem se tornar alvos de novas denúncias e de pedidos de prisão por parte da PGR.

A Polícia Federal já identificou que o gabinete de Janot não só tinha conhecimento de que Miller trabalhava para a JBS como sabia que ele vinha atuando “de forma indireta” no acordo de delação premiada firmado pela cúpula da empresa.

As evidências disso, de acordo com os policiais encarregados da investigação estão em uma série de mensagens do WhatsApp encontradas no celular de Marcelo Miller, que participava de um grupo fechado de conversas  com os irmãos Batista e diretores da JBS".

Uma declaração atribuída a Rocha Loures fortalece ainda mais os rumores que circulam na PGR nestes últimos dias de mandato de Janot: "Eu não fui receber propina para ninguém". Depreende-se desta declaração que o dinheiro era de fato para ele mesmo. Tanto é que chegou a gastar R$ 35 mil antes de devolver a mala, guardada na casa de sua mãe. Rocha Loures entregou à Polícia Federal (PF) uma mala com apenas R$ 465 mil e depositou os R$ 35 mil restantes dias depois, conforme imagem do comprovante do depósito judicial reproduzida abaixo:



A intermediação de encontros com autoridades ou pessoas influentes uma prática bastante comum no meio político. A atividade de lobistas em Brasília mantém boa parte deste 'mercado' paralelo de ráfico de influências. Para conseguir se aproximar de um político, seja ele um ministro, senador ou até mesmo um deputado do baixo clero, há empresários dispostos a desembolsar uma boa quantia em dinheiro para assessores, parentes ou qualquer pessoa que tenha intimidade com a autoridade. Carlos Franklin Paixão Araújo, o ex-marido da ex-presidente Dilma Rousseff vivia disso. Houve casos inclusive de empresários que pagaram intermediários para conseguir contato com o próprio ex-marido de Dilma, Carlos Araújo, conforme revelou o em delação premiada o executivo da Engevix, José Antunes Sobrinho. Por incrível que pareça, este foi um caso documentado de intermediação da intermediação.

Embora a atividade de lobista ou intermediário de encontros com autoridades não seja regulamentada no país, tal prática não é considerada crime.  Relações institucionais, governamentais, consultoria são as denominações mais comuns para identificar profissionais que exercem influência de forma direta ou indireta para defender os interesses de alguém, junto aos órgãos públicos e privados. Em muitos casos, a autoridade sequer imagina que o intermediário de encontros possa ter recebido alguma vantagem na composição de sua agenda, sobretudo quando ela é feita por seu auxiliar imediato.

O caso de Rocha Loures no entanto, pode ser perfeitamente enquadrado no código penal, desde que fique comprovado que Joesley Batista auferiu alguma vantagem financeira em seu encontro com Temer 'agenciado' por Rocha Loures. O tratamento penal sobre o assunto envolve três situações consideradas como crimes do Código Penal: corrupção, advocacia administrativa e tráfico de influência. O primeiro trata sobre oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para que este pratique, omita ou retarde qualquer ato de ofício. Já a advocacia administrativa consiste no patrocínio de interesse privado, na qualidade de funcionário público, perante à administração pública. Tráfico de influência, por sua vez, significa solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função.

O esclarecimento do papel de Rocha Loures na conspiração engendrada no prédio da PGR já pode inclusive constar entre os atos de ofício inaugurais programados pela nova procuradora-geral. Nem bem assumiu o cargo, Raquel Dodge já se tornou alvo da antipatia de setores da imprensa janoesleyana. Ainda que de forma dissimulada, alguns jornalistas já começaram uma campanha discreta para desqualificar a nova procuradora-geral. As insinuações maliciosas partem inclusive de mulheres jornalistas.


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