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O fim da farsa. Ex-braço direito de Janot orientou Joesley Batista a gravar o presidente MIchel Temer



O ex-procurador da República, Marcelo Miller, auxiliar direto do procurador-geral da República por três anos consecutivos, ajudou a formatar o encontro e a orientou o empresário Joesley Batias a gravar uma conversa como o presidente para justificar o acordo de delação. Esta é a mais grave conclusão que se extrai do áudio acidental que mostra Miller atuando para a JBS enquanto ainda exercia o cargo na PGR.

A gravação que já foi enviada para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, contém diálogos estarrecedores entre o empresário Joesley Batista e um de seus executivos, Ricardo Saud. Na gravação de quatro horas de duração, feita supostamente de forma acidental, os dois aparentam embriaguez e conversam descontraidamente sobre vários temas, inclusive com menções a quatro ministros do STF.

Um dos fatos mais graves contidos nos diálogos diz respeito a informações repassadas aos executivos do Grupo JBS por Marcelo Miller para ajudar a compor o script que culminaria na celebração do controverso acordo de delação, no qual Joesley Batista exigiu de Rodrigo Janot perdão total por todos os crimes assumidos por ele e por seus executivos.

A participação do ex-braço direito de Janot na confecção da trama foi fundamental para que os executivos da JBS construíssem uma narrativa irresistível e que justificasse tantos benefícios auferidos por Joesley Batista, seus familiares e executivos.

Ao que tudo indica, Marcelo Miller participou não apenas da combinação para que Joesley tentasse obter alguma declaração comprometedora de Temer, mas também teria instruído os executivos do grupo a bolar a trama que envolveu o ex-assessor do presidente, o ex-suplente de deputado federal Rodrigo Rocha Loures.

Enquanto Joesley foi incumbido da tarefa de gravar Temer, Ricardo Saud assumiu a parte do envolvimento de Rocha Loures, atraindo o ex-assessor de Temer para uma armadilha devidamente registrada em uma ação controlada pela própria PGR, que se dispôs a convocar a Polícia Federal para forjar provas contra o presidente da República.

A gravação é inequívoca e deixa claro que ex-procurador da República Marcelo Miller atuava para o grupo bem antes de se exonerar do cargo e se prestou a assessorar a JBS na formulação de toda a trama, com vistas a garantir o acordo de delação premiada.

Em meio aos estratagemas traçados pelo grupo, Miller tornou-se sócio escritório Trench, Rossi & Watanabe, responsável na época por negociar os termos da leniência da JBS. O ex-braço direito de Janot então pediu exoneração do cargo, que só a efetivou em 5 de abril. Isto significa que, entre a data em que Miller começou a colaborar com Joesley Batista e a data de seu desligamento da PGR, Joesley já havia gravado a conversa com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu. O encontro ocorreu em 7 de março. As evidências de que Marcelo Miller ajudou a formatar o encontro e a orientar Joesley a gravar o presidente contidas na gravação em poder da PGR e do STF comprovam a existência de uma trama ardilosa que teve dois propósitos distintos: derrubar o governo Temer e garantir a impunibilidade do empresário Joesley Batista e de seus cúmplices.

Os envolvidos na trama fracassaram no primeiro objetivo e Temer resistiu na Presidência. Resta saber se a impunidade de Joesley e de seus comparsas será mantida. O Brasil exige a divulgação dos áudios, assim como Temer exigiu na época do vazamento patrocinado pela Rede Globo.

O site Imprensa Viva vem denunciando esta possibilidade, agora comprovada, desde o dia 18 de maio, um dia após a Globo usar a gravação forjada pelo açougueiro da Friboi e o braço direito de Janot. O site recebeu várias críticas, seus editores foram ameaçados, inclusive por jornalistas a serviço da Globo. Desde então, o site tem sofrido tentativas de invasão e ataques de hackers de aluguel provenientes de países como a Tchéquia (a ex-República Tcheca) e Ucrânia, como mostra a imagem ao lado, referente ao dia anterior a esta publicação. Apesar da pressão, da incompreensão de alguns leitores e também da falta de provas, este veículo jamais deixou de externar suas opiniões, por mais controversas que pudessem parecer. É com alívio que noticiamos estas fatos que abrem uma possibilidade para que a Justiça prevaleça, Ainda que de forma acidental.

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