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Ministro do STF rasga o verbo sobre influência de criminosos do colarinho branco (Joesley?) "onde menos se espera"



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso rasgou o verbo sobre a influência de criminosos do colarinho branco junto a instituições do país como a PGR e o STF. Sem citar nomes, Barroso assumiu a existência de uma "operação abafa" em andamento no país. O desabafo sobre o poder de influência dos ricos e poderosos ocorreu durante aula para estudantes na Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) nesta sexta-feira, 01.

Segundo o ministro do STF, os interessados em barrar o avanço das investigações têm aliados nos "altos escalões" e "até onde menos seria de se esperar" e demonstrou sua indignação com o fato de criminosos ricos e poderosos conseguirem influenciar autoridades para assegurar a impunidade eterna. As declarações do ministro ocorrem em meio à onda de indignação da sociedade com o acordo vergonhoso firmado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com os criminosos do grupo JBS e com o ministro do STF, Gilmar Mendes, que mandou soltar todos os integrantes da organização criminosa que controla o transporte público do Rio de Janeiro.

- Há uma velha ordem incrustada na sociedade brasileira, de gente que gostaria que tudo continuasse como está, porque alguém ganha com o modelo que está. É a velha mentalidade de que prender rico é inconstitucional, de que crime de colarinho branco não é grave e que a jurisprudência que oferece risco de prender rico deve ser mudada o mais rápido possível - afirmou o ministro.

- Poucos países no mundo tiveram coragem de enfrentar uma corrupção extensa e generalizada como era a nossa com a determinação que se está enfrentando no Brasil. É claro que há reações, é claro que há operação abafa. As pessoas não gostam de ser punidas. E, na verdade, o que aconteceu, é que esse processo de enfrentamento da corrupção alcançou pessoas que se consideravam imunes e, consequentemente, impunes. Essas pessoas articulam para permanecerem impunes, para não serem responsabilizadas penalmente. É da natureza humana. Pior é o lote dos que não querem ficar honestos nem daqui para frente e que gostariam de manter o mesmo poder e as mesmas práticas. Aliás, em três anos de lava jato, há grande quantidade de pessoas que acham que nada mudou e ainda confiam piamente que vai continuar assim. Pior: essas pessoas têm aliados em toda parte, nos altos escalões, nos poderes, na imprensa e até onde menos seria de se esperar - afirmou Barroso.

As afirmações do ministro do STF coincidem com a situação de impunidade dos empresários Joesley Batista e Jacob Barata, que continuam livres e atuantes, administrando as riquezas obtidas através de esquemas de corrupção vergonhosos. O caso do empresário Joesley Batista é um dos mais vergonhosos. Seu grupo empresarial foi alvo de seis operações da Lava Jato e ele estava prestes a ser preso antes de conseguir um habeas corpus eterno oferecido por Rodrigo Janot, sem que o empresário entregasse qualquer prova capaz de levar seus maiores cúmplices, os ex-presidentes Lula e Dilma, para a cadeia. Ao se referir a criminosos do colarinho branco, o ministro Luís Roberto Barroso deixou claro que não estava se referindo aos políticos em seu desabafo, mas sim aos bandidos por trás dos políticos.
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