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Lula se arrepende de ter dispensado interrogado por videoconferência com Moro, Não previa estrago feito por Palocci



O ex-presidente Lula deve enfrentar um dos mais desagradáveis interrogatórios de sua vida nos próximos dias. O petista se sentará perante o juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba justamente uma semana após ter sido incriminado pelo ex-ministro Antonio Palocci (fazenda/Casa Civil – Governos Lula e Dilma).

O embaraço previsto por Lula e dirigentes do partido é inevitável e torna o interrogatório sobre o triplex um agradável bate papo. Nesta ação, Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro sobre contratos entre a Odebrecht e a Petrobrás.

Um dos mais altos membros da cúpula do PT e familiarizado com os maiores segredos do partido resolveu falar tudo que sabe a respeito dos crimes que cometeu por determinação de Lula. Palocci, que havia prometido para si mesmo que seria comedido, mas expressões e acabou chutando o balde perante o juiz Sérgio Moro. Que se dane, disse Palocci ao usar o termo propina para confessar que administrou os R$ 300 milhões reservados pela Odebrecht ao ex-presidente Lula ao final de seu mandato em 2010.

Mas não foi apenas isso. Palocci demoliu Lula e confirmou em detalhes bastante precisos uma série de denúncias feitas contra o petista por outros delatores, como Emílio e Marcelo Odebrecht. Ao ser provocado pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin, Palocci foi implacável.

Zanin desafiou Palocci a estabelecer a relação entre oito contratos da Odebrecht com a Petrobras e a compra de uma sede para o Instituto Lula.

Palocci resumiu em poucas palavras a dinâmica dos crimes que explicava o repasse de propina ao ex-presidente:

“A empresa trabalha com a Petrobras; a Petrobras dá vantagens para essa empresa; com essas vantagens, cria uma conta para destinar aos políticos que a apoiaram; o presidente mantém lá diretores que apoiam a empresa, para dar a ela contratos; esses contratos geram dinheiro; com esse dinheiro, eles pagam propina aos políticos. A Odebrecht fez um caixa (com os contratos da Petrobras) e desse caixa foi sacado um dinheiro que comprou esse prédio que foi dado ao presidente Lula.”

Mesmo diante do pragmatismo com que Palocci se dispôs a revelar detalhes sobre os crimes pelos quais Lula é acusado, ainda não dá para ter uma dimensão da gravidade da situação do ex-presidente em seu próximo interrogatório. O desespero de Lula e do PT é plenamente justificável tendo em vista que sabem que Palocci é um homem meticuloso e não colocaria na mesa absolutamente nada que não pudesse comprovar, sob o risco de comprometer o tão desejado acordo de delação premiada que ainda não alcançou.

Para piorar, Palocci disse ter provas sobre tudo que havia relatado e Lula e seus advogados não podem nem duvidar disso. Afinal, foi o próprio Lula que encarregou o ex-ministro de gerenciar seus milhões em propina reservados pela Odebrecht. Foi Palocci quem movimentou cada centavo dos R$ 300 milhões de Lula, de modo que o ex-ministro não possui apenas uma prova contra o ex-presidente, mas milhares.

Se havia ainda alguma dúvida de que Lula conseguiria se safar ao menos desta ação penal, todas elas se dissiparam apos o depoimento do cofundador do PT, ex-presidente do partido em São Paulo, articulador da vitória de Lula em 2002, quando assumiu o lugar de Celso Daniel na campanha, ex-ministro da fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma e tido como o terceiro na hierarquia do partido. É isso que assusta Lula sua defesa. As credencias de Palocci dentro do PT são tão inquestionáveis que será praticamente impossível refutar suas acusações.

Como se não bastasse o estrago feito por Palocci, outras testemunhas como Glauco Costamarques, o primo de Bumlai, incriminaram o petista de forma irreversível em seus depoimentos. Dirigentes do PT afirmam que foi uma grande burrice da defesa de Lula não tê-lo questionado quando o petista, num rompante desafiador, dispensou a oferta de Moro para prestar depoimento por meio de videoconferência. No dia 26 de julho, a defesa do petista informou ao magistrado que "o depoimento deve ser realizado presencialmente, tal como havia sido definido pelo juízo".

No dia 13 de setembro, Lula não vai para um interrogatório perante o juiz Sérgio Moro na base da Operação Lava Jato. Vai para um abate.



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