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Lula não tem 30% nas pesquisas. Quem tem é a esquerda. Haddad chuta o pau da barraca e ameaça rachar o PT no meio



O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, derrotado por João Doria no primeiro turno das eleições municipais da capital paulista de 2016, concentra agora a maior esperança da esquerda brasileira para as próximas eleições presidenciais de 2018.

Haddad não está sozinho. Boa parte dos membros do PT e de outros partidos da esquerda brasileira compartilham da convicção de que Lula não tem os 30% de intenções de votos, como mostram pesquisas recentes. "Quem tem 30% de votos é a esquerda brasileira" é uma afirmação que está se tornando cada vez mais frequente em alas do PT, no PCdoB, PSOL e outros aliados tradicionais do partido de Lula.

O ex-prefeito de São Paulo já manifestou seu descontentamento com o fato do ex-presidente Lula usar o PT como escudo político. Muitos dentro do PT também não se sentem confortáveis na condição de reféns de Lula e de seu projeto pessoal de se livrar da Lava Jato. Ao impor sua candidatura, mesmo ciente de que se tornou inviável politicamente,  Lula arrasta para o palanque político praticamente todos os representantes da esquerda do país por mero capricho.

Durante entrevista recente à BBC Brasil,  Haddad alega que já foi ministro da Educação, durante o governo Lula, e prefeito de São Paulo. Hoje, não ocupa nenhum cargo oficial e dá aulas de gestão pública em uma universidade, o Insper.

Ao comentar sobre a possibilidade de ser candidato nas eleições de 2018, Haddad reconheceu que depende apenas da definição do líder petista, para então escolher qual caminho vai trilhar em 2018: “Quero ouvir o Lula”, "Vou perguntar para ele o que que ele imagina que seria o melhor para o projeto que "ele" (oops) que todos nós representamos. Não que necessariamente eu vou acatar, mas eu vou querer ouvi-lo", desafiou Haddad. Assediado por diversos partidos, o ex-prefeito praticamente deu um ultimato a Lula.

A aposta da esquerda neste momento é a de tentar construir uma nova liderança já a partir de 2018, mesmo que seja um candidato vitorioso. Apostar em Lula significa adiar por mais quatro anos a iniciativa de tentar reconstituir a esquerda no país e abir mão de 30% de simpatizantes em nome de um projeto sem futuro. Se Lula quer afundar os partidos junto com ele, que afundo só o PT. Ninguém vai querer fazer alianças com um candidato que pode ser preso em pleno palanque durante as eleições.

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