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Lula mente ao dizer que não tem que apresentar provas de sua inocência. Juiz absolve ou condena com base em provas



O ex-presidente Lula foi liquidado pelo juiz Sérgio Moro durante seu último interrogatório na quarta-feira, 13. Como se não bastasse ter que refutar as acusações feitas por seu fiel escudeiro por mais de 30 anos, o ex-ministro Antonio Palocci, Lula ainda demonstrou total incapacidade de comprovar que estava dizendo a verdade sobre ter alugado o apartamento comprado pela Odebrecht com parte do dinheiro de sua conta no banco de propina da empreiteira.

O ex-ministro Antonio Palocci confirmou que a cobertura vizinha ao apartamento do petista em São Bernardo foi comprada pela empreiteira através da empresa DAG, a mesma que cobriu gastos do petista com o fretamento de uma aeronave. A empresa foi usada como laranja pela Odebrecht para repassar vantagens indevidas ao petista.

O laranja usado para ocultar a transação foi Glauco Costa Marques , primo do amigo de Lula, José Carlos Bumlai. Costa Marques  também confirmou em depoimento que foi usado como laranja não apenas para adquirir a cobertura em São Bernardo, como também um terreno onde seria erguida uma nova sede para o Instituto Lula. Costa Marques confirmou a participação do compadres de Lula, Roberto Teixeira, nas duas transações.

Para se esquivar das acusações, Lula alegava que havia 'alugado' o imóvel e chegou a apresentar um contrato de aluguel com data de 2011, forjado para justificar o uso do imóvel.

O juiz Sérgio Moro perguntou então como foram feitos os pagamentos do aluguel a partir de então e se Lula tinha os comprovantes. Apesar de estar ciente desta acusação, que consta da denúncia feita contra ele há mais de um ano, Lula ficou visivelmente embaraçado diante do magistrado.

Moro voltou a indagar o petista sobre os recibos dos aluguéis: Por exemplo, foram feitos depósitos bancários entre 2011 e 2015 desses aluguéis?

Lula: Acho que foram feitos os depósitos bancários, não sei como, mas foi feito. Foi pagamento.

Moro: O senhor ex-presidente tem recibos do pagamento desses aluguéis?

Lula: Deve ter recibo, deve ter, posso procurar o contador e saber se tem recibo.

Moro: Salvo engano do juízo, os recibos não foram apresentados ainda. O senhor ex-presidente sabe o motivo?, questionou o magistrado, tendo em vista que a defesa de Lula já deveria ter providenciado os recibos àquela altura do processo.

Lula: Eu não sei. Nem sei se já foi pedido para os advogados apresentar! - tentou desconversar o ex-presidente, para o constrangimento de todos na sala de audiência.

Nos palanques, o petista vive desafiando o juiz Sérgio Moro e o MPF que apresentem provas sobre os crimes que lhe acusam. Desafia também que apareça ao menos uma pessoa tenha a coragem de afirmar que ele recebeu alguma vantagem indevida. Lula também costuma afirmar que quem tem que provar seus crimes é quem lhe acusa, e que não tem obrigação de provar sua inocência. Este é o mundo que Lula tenta vender aos petistas.

Mas no mundo real, o juiz Sérgio Moro tem a seu dispor dezenas de provas que incriminam o petista e já ouviu dezenas de testemunhos de cúmplices de Lula em vários crimes. Não apenas uma, mas várias pessoas tiveram a coragem de confirmar os crimes atribuídos ao petista. Para piorar, os depoimentos de todas as testemunhas convergem para os mesmos fatos, com a mesma clareza sobre datas, valores, locais e partícipes. Se Lula tivesse de fato algum recibo que comprovasse suas declarações, certamente já apresentado ao juiz Moro. Simples assim.

Ao final do interrogatório, Lula tentou arrastar o juiz Moro para o palanque, perguntando ao magistrado se ele poderia considerar que seria julgado por um juiz imparcial. Moro assentiu. Em seguida, Lula se queixou por ter sido condenado no caso do triplex do Guarujá. Moro rebateu e confirmou sua convicção sobre a culpa do petista neste processo. Se Lula não apresentar os tais recibos dos alugueis que afirmou ter pago, será novamente condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

O interrogatório do petista foi tão absurdamente conclusivo, que várias lideranças políticas já o consideram liquidado. O ex-ministro Ciro Gomes levou inclusive uma bronca por ter afirmado em entrevista esta semana que "Lula insulta a inteligência do Povo". Ciro foi avisado que não fica bem ficar chutando defunto desta forma.
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