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Lula é vítima do próprio veneno. Tentou projetar Ciro Gomes como Plano B para minar Haddad e levou um pé no traseiro



O ex-presidente Lula está experimentando seu próprio veneno. Hostilizado por setores da esquerda, que temem naufragar na cruzada do petista para fugir da Justiça usando aliados como escudo, o petista enfrenta agora as primeiras consequências de uma de suas jogadas mais ousadas para criar um sucessor, caso se torne inelegível em 2018.

Prevendo as dificuldades em formalizar sua candidatura à Presidência, Lula ensaiou uma aproximação com o com o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes. O objetivo de Lula era minar as aspirações do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de se tornar a alternativa da esquerda e assumir o controle do PT. Entusiasmados com o plano B traçado por Lula, militantes e jornalistas de aluguel à serviço do partido deram início a uma campanha de exaltação das qualidades de Ciro Gomes.

O problema é que Lula se deu conta de que todo aquele entusiasmo com Ciro Gomes estava esvaziando sua estratégia de usar sua liderança política para se defender dos processos que enfrenta na esfera criminal. Lula recuou e tirou o pirulito da boca de Ciro Gomes.

Não deu outra. Ciro, que esta bastante entusiasmado por ter sido escolhido como o novo poste de Lula, partiu para o ataque contra o petista. Sem papas na língua, o pré-candidato do PT afirmou que Lula abusa da inteligência do eleitor, que está na cara que Lula roubou e que somente pessoas estúpidas não percebem que o líder petista é um ladrão.


A possibilidade de um plano B criada pelo próprio Lula acabou vitaminando as incerteza em relação ao futuro político do petista. Com isso, os partidos de centro-esquerda, inclusive tradicionais aliados do PT como PC do B e PDT, já avaliam suas estratégias para a eleição de 2018 com cenários sem a participação do petista. Enquanto isso, correntes dentro do próprio PT já defendem abertamente a candidatura de Haddad como a alternativa mais viável para formar uma ampla aliança entre os partidos de esquerda. Lula, com sua propalada experiência política, acabou pulverizando a esquerda e ainda fez elogios a um candidato que agora o humilha em praticamente todas as entrevistas que concede. Ciro Gomes tem sido impiedoso com o petista.

O PC do B, tradicional aliado do PT, já abriu negociações com o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, que nesta semana também conversará com a direção do PSB, outro ex-aliado do PT de Lula.

"Mas nós começamos o degelo", disse Silva, que não exclui a possibilidade de o PC do B lançar candidato próprio à sucessão de Temer. "O desgaste com a política é tão grande que os partidos serão chamados a se posicionar. A tendência é de que a eleição de 2018 seja pulverizada, como a de 1989." Naquele ano, 22 candidatos disputaram o Planalto.

O PDT, outro aliado histórico do PT, já jogou a toalha com Lula e a tendência é de que as críticas ao petista se acirrem ainda mais, na medida que as eleições se aproximam.

O PSOL é outro aliado que já jogou a toalha com Lula e agora trabalha para ter candidatura própria, sem perspectivas de alianças. O nome do PSOL hoje para 2018 é o do deputado Chico Alencar (RJ), que ainda não definiu se aceita a empreitada.

Até o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, já está torcendo para que Lula se torne inelegível nos próximos meses para começar a projetar seu nome como alternativa de setores da esquerda como candidato ao Planalto. Boulos, que já admitiu em entrevistas a possibilidade de disputar eleições, faz mistério sobre o futuro.

Os que ficaram com cara de trouxa nessa história toda, além do próprio Lula, foram os jornalistas e petistas que endeusaram Ciro Gomes até bem pouco tempo. Ajoelhou, agora reza. 
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