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Lula e o PT estão fora do jogo no Brasil. Outros candidatos da esquerda rezam para conseguir algum mandato em 2018



Por mais que tentem fazer barulho, os representantes da esquerda brasileira sabem que seu futuro político no país é praticamente nulo, após a vergonhosa sucessão de escândalos de corrupção envolvendo seus principais líderes.

Pesquisas internas dos partidos de esquerda apontam para uma redução dramática em seus quadros a partir das próximas eleições. A tendência é a de que o eleitor conclua o serviço iniciado nas eleições municipais de 2016, quando o PT, por exemplo, perdeu mais de 80% de seu poder de influência. O partido perdeu 71 das 78 prefeituras que controlava no estado de São Paulo. Além de perder a eleição na capital logo no primeiro turno, o partido não conseguiu eleger nenhum prefeito em seu berço eleitoral, a região do ABC Paulista.

Nas capitais, o desemprenho do partido foi igualmente vergonhoso, ficando apenas com Rio Branco, no Acre, irrelevante sob o ponto de vista político no cenário nacional. Diante deste resultado, conclui-se que o PT não elegeu nenhum prefeito de capital no sul, sudeste, centro-oeste e nordeste do país, região em que Lula enfrentou uma série de decepções com sua caravana recente.

Voltando as pesquisas internas dos partidos, são eles que ditam as tendências de candidatos e alianças para 2018, as perspectivas são desanimadoras. Como já era de se esperar, o PT não deve conseguir eleger nenhum governador. Para piorar o quadro, o mandato de 8 dos dez senadores do partido termina em 2018. Praticamente nenhum com chance de se reeleger, segundo avaliações de lideranças regionais, com exceção do Acre.

As alianças também são um indicador de como anda a popularidade das lideranças políticas nacionais. A julgar pela distância que os demais partidos do país procuram manter de Lula e do PT neste quesito, torna-se perfeitamente possível compreender os números que ditam as tendências para 2018. O próprio Lula já jogou a toalha sobre lançar candidatos para governador na maioria dos estados e apelou para que o partido busque alianças com outros partidos em troca de apoio na disputa por vagas no Congresso Nacional. A ex-presidente Dilma Rousseff também passou a representar um estorvo para o PT. Nenhum pré-candidato ao senado pelo partido pretende abrir mão de sua prerrogativa em favor da petista. Desanimada, Dilma já afirmou que pode não sair candidata a nada nas próximas eleições. Gleisi Hoffmann foi içada por Lula para o posto de presidente nacional do partido justamente por não ter mais qualquer chance de se reeleger para o senado. Lindbergh Farias, que está na mesma condição, bem que tentou se tornar presidente do PT.

Na verdade, a situação do PT é bem mais dramática que aquela que os líderes do partido tentam pintar. Durante sua caravana pelo nordeste, Lula não conseguiu convencer absolutamente nenhuma das lideranças locais a formar alianças com o PT nas próximas eleições. O petista chegou a afirmar que mesmo que não saia candidato, será um cabo eleitoral "fortíssimo". Pelo visto, ninguém o levou à sério. O fracasso do petista na formação de alianças nacionais e regionais preocupa todos os aspirantes do partido a cargos eletivos em 2018. A maior parte dos membros do partido eleitos em 2010 e 2014 foi favorecida graças à aliança com a máquina chamada PMDB. Esta união está totalmente fora de cogitação para 2018. Enquanto o presidente Michel Temer controla o partido com mão de ferro, alianças com o partido que defenestrou Dilma do poder não seriam bem vistas pela minguada militância da esquerda.

O fato é que a situação do PT tende a se agravar ainda mais, desde a sangria sofrida pela legenda nas urnas em 2016. Lula está fora do jogo em qualquer cenário, tendo em vista seu altíssimo índice de rejeição popular e sua condição precária perante a Justiça. O petista se tornou tão inviável que até o ex-prefeito de São Paulo já emitiu um ultimato. Fernando Haddad disse há poucos dias em entrevista à BBC Brasil que espera o parecer de Lula sobre sua eventual candidatura à Presidência em 2018, mas afirmou que tomará suas providências, caso o ex-presidente não o confirme sua indicação. Em outras palavras, Haddad disse exatamente o que todos os partidos da esquerda queriam ouvir. Com ele fora do PT, o partido fica definitivamente fora do jogo político em 2018.
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