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Lula e Janot em humilhação simultânea nesta quarta-feira, 13. Um perante Moro, o outro no pleno do STF. Destinos cruzados



A quarta-feira, 13 de setembro promete. Assim como os últimos dias foram repletos de fortes emoções com o depoimento apocalíptico do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro e o pedido de prisão dos açougueiros da JBS, dois eventos praticamente simultâneos previstos para esta quarta-feira reservam momentos eletrizantes.

Enquanto o ex-presidente Lula sofre nas mãos de Sérgio Moro para tentar explicar as o rosário de crimes a ele atribuídos por Palocci, Glauco Costamarques e companhia, o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot também estrá roendo as unhas em sua sala na PGR em Brasília. É que na mesma quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar o pedido de suspeição contra Janot apresentado pela defesa do presidente Michel Temer, que também pede a suspensão prévia de uma eventual segunda denúncia contra o presidente.

Será tudo ao mesmo tempo. Na mesma sessão, os ministros deverão discutir, em uma questão de ordem, a validade das provas obtidas no acordo de colaboração dos açougueiros da JBS. A esta altura do campeonato, com Joesley Batista,  Ricardo Saud e o ex-braço direito de Janot, Marcelo Miller na prisão, não é difícil prever o resultado desta sessão no Supremo. No caso de Lula, que estará sentado no banco dos réus a alguns quilômetros, 1.442,3 km para se mais exato, a situação deverá ser igualmente dramática

O ministro Edson Fachin, relator do caso JBS e da investigação contra o presidente da República, bem que tentou livrar a barra de Janot evitando impor mais uma humilhação ao procurador e já havia rejeitado a ação de Temer contra o procurador-geral que teve sua primeira denúncia contra o presidente rasgada na Câmara dos Deputados. Entretanto,  diante da fúria dos colegas da Corte com as barbaridades ditas sobres os ministros na gravação catastrófica de Joesley Batista, que culminou em seu pedido de prisão,  Fachin não teve outra alternativa. No segundo recurso de Temer, teve que levar a discussão ao plenário. A presidência do STF prontamente colocou o item como o primeiro da pauta de julgamentos do dia 13 de setembro.



Agora Janot dependerá da improvável boa vontade dos ministros do STF em avaliar ou não sua autoridade para disparar a tão  prometida segunda flechada contra o presidente Michel Temer. Se depender do humor dos ministros do Supremo, Janot deve sofrer humilhações equivalentes às que seu amigo Lula estará enfrentando em Curitiba simultaneamente. Existe uma forte tendência entre os ministros no sentido de invalidar as provas fornecidas pelos açougueiros da Friboi e desqualificar Janot para qualquer medida, tornando-o um peso morto na PGR até o dia 17, quando termina seu mandato como procurador-geral da República.
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