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Lula criou empresa apenas para fraudar US$ 23 bilhões na Petrobras. A Lava Jato estava certa, confirma Palocci



A carta do ex-ministro Antonio Palocci, enviada nesta terça-feira, 26 à presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, confirma a veracidade de um dos maiores assaltos na Petrobras. O documento hisórico confirma ainda que as investigações conduzidas pela força tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba estava certa sobre as conclusões extraídas de um conjunto de investigações bastante amplo.  

Coube ao próprio Palocci, elo no esquema criminoso montado por Lula e Dilma na Petrobras, confirmar as acusações que pesam contra ele desde a sua prisão durante a 35ª fase da Lava jato. Palocci foi preso por sua interferência na Sete Brasil, uma empresa criada por Lula para a 'exploração do pré-sal'. A atuação de Palocci apontada pela Polícia Federal se refere à exploração do petróleo na camada do pré-sal e à constituição da empresa Sete Brasil, onde a Petrobras tinha participação societária. A Sete Brasil ficaria responsável pela construção dos navios sondas que participariam das licitações para exploração do pré-sal.

O delegado da Polícia Federal, Filipe Pace, da força-tarefa da Lava jato, afirmou que Marcelo Odebrecht e Palocci trocavam informações extraoficiais para se atualizarem sobre o andamento das operações da Sete Brasil e da exploração petroleira. Palocci atualizava Odebrecht via Branislav Kaontic. Dessa forma, Odebrecht soube de convite para licitação do pré-sal antes da oficialização.

O procurador  Deltan Dallagnol já havia apontado que Lula criou empresa apenas para fraudar licitações na Petrobras. Após uma profunda investigação no modus operandi da Sete Brasil, os membros da força-tarefa da Operação Lava Jato acreditam que a empresa, ao ser concebida, contemplava em seu plano de ações elevar preços e fraudar licitações na Petrobras.

A empresa era a menina dos olhos do ex-presidente Lula. O petista, juntamente com seu amigo, José Carlos Bunlai e um grupo de executivos da Petrobras, decidiu começar do zero uma empresa nacional para construir e fornecer sondas para a Petrobras. Com o aval do ex-presidente, não foi difícil levantar bilhões do governo, dos fundos de pensão de estatais, bancos e empreiteiras como Odebrecht e Queiroz Galvão.

O negócio prometia ser atraente para todos em face das "facilidades" em aprovar qualquer contrato por qualquer preço, já que os negócios seriam feitos entre os donos do clube: governo, Petrobras, empreiteiras e bancos. Tudo combinado. A empresa criada em 2010 para viabilizar a construção das sondas superfaturadas  do pré-sal tem dívidas que superam os US$ 3,2 bilhões.

O procurador da República Deltan Dallagnol, que atua à frente da força-tarefa da Lava Jato declarou que "Temos fortes indicativos que as empresas que compunham a Sete Brasil atuavam em cartel". Dallagnol deu a declaração durante entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, 28, ao anunciar que foram denunciados 17 alvos de investigações da Lava Jato. Entre os denunciados, estão o marqueteiro do PT João Santana e a mulher dele, Monica Moura.

Dallagnol confirmou que as fraudes na licitação para contratação da Sete Brasil e o cartel das empreiteiras ainda serão alvos de novas acusações no decorrer das investigações. Até o momento, as investigações apontam que seis estaleiros foram contratados para fornecimento de 28 navios-sondas no total de US$ 23 bilhões. "Para cada contrato era paga propina de 1%", afirmou o procurador.

De acordo com as investigações, entre 2008 e 25 de novembro de 2013, a Odebrecht teria destinado mais de 128 milhões de reais ao ex-ministro e ao PT em propina referentes aos esquemas de corrupção na Petrobras. O ex-ministro Antonio Palocci foi o principal alvo da 35ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no último dia 26.

O projeto de criação da Sete Brasil começou pouco antes de Lula deixar a presidência. Em dezembro de 2010, Lula surfava na onda de transferência de dinheiro público para o engodo do pré-sal, numa política que teria continuidade garantida durante a gestão de sua sucessora, Dilma Rousseff.

É claro se tratava de uma empresa de fachada. Não apenas pelo de os sócios não serem especialistas em fazer algo sofisticado como uma sonda, mas porque o objetivo inconfesso dos criadores era outro.

Segundo a conclusão do Ministério Público Federal, “A Sete Brasil foi criada a partir de projeto idealizado e coordenado por Pedro Barusco, João Carlos Ferraz e João Vaccari (ex-tesoureiro do PT)” “Embora o discurso utilizado para a criação da empresa tenha sido o de estimular o mercado nacional, o que se observou, na realidade, foi a implementação e utilização da nova estrutura empresarial como uma forma de expandir o esquema de corrupção.” A Sete Brasil foi criada para ser uma filial do petrolão, o esquema de corrupção que desviou bilhões da Petrobras.


Em seu depoimento no último dia 6 de setembro ao juiz Sérgio Moro, ex-ministro Antônio Palocci confirmou  que participou de uma reunião com o então presidente Lula, a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o então presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, na qual Lula pediu ‘contribuição’ oriunda de contratos do pré-sal para a campanha de sua sucessora, em 2010, à Presidência da República.

Na carta endereçada ao PT desta semana, Palocci também afirmou que o ex-presidente Lula encomendou sondas e propinas em uma reunião com Dilma e José Sérgio Gabrielli no Palácio da Alvorada. "Um dia, Dilma [Rousseff] e [Sérgio] Gabrielli dirão a perplexidade que tomou conta de nós após a fatídica reunião na biblioteca do Alvorada, onde Lula encomendou as sondas e as propinas, no mesmo tom, sem cerimônias, na cena mais chocante que presenciei do desmonte moral da mais expressiva liderança popular que o país construiu em toda nossa história", escreveu o ex-ministro sobre o episódio.
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