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Loirinho de olho azul e mais dezenas de brancos Brancos usam cota para negros e entram no curso de medicina da UFMG



Em meio ao clamor popular pelo fim da corrupção, um caso revoltante comprova que este ripo de comportamento não é exclusividade dos políticos.  Segundo matéria publicada na Folha, dezenas de brancos estão fraudando a política de cotas para negros para conseguir ingressar no curso de medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), um dos melhores do país.

São dezenas de casos de alunos brancos  fazendo uso fraudulento do sistema de cotas da instituição, criado em 2009. Não fosse a queixa endossada pelo movimento negro e pelas entidades estudantis, o assunto permaneceria em silêncio, num caso flagrante de negligência por parte da universidade, que informou "que vai aperfeiçoar o sistema de cotas e investiga denúncias que foram oficializadas".

O caso mais inquietante entre a comunidade acadêmica é do calouro Vinicius Loures, 23. Embora ele tenha se autodeclarado negro na inscrição, chamam a atenção seus cabelos loiros e a pele e olhos muito claros. Como se não bastasse, o lourinho já participou de trabalhos como modelo publicitário e aparentemente não possui qualquer relação social e cultural com a realidade negra. Procurado pela reportagem da Folha, Vinicius se recusou a falar sobre o assunto.

O caso de Vinícios não é o único. Ao final desta matéria, clique no link da Folha para ler o conteúdo completo.

Na mesma matéria, uma prova de que a capacidade, a dedicação e o talento não depende de raça, mas de caráter.  A jovem negra Agatha Soyombo, de 20 anos,  entrou na mesma universidade e no mesmo curso (medicina) sem recorrer à política de cotas. Passou pelo esforço e determinação. Ela lamentou que haja uso inadequado da autodeclaração e deturpação do benefício, que considera legítimo.

"É muito difícil entrar no curso de medicina. Fiz três anos de cursinho e não vou julgar ninguém. O que barra uma pessoa a não se autodeclarar negra é sua ética", diz.

O que ela não tolera, diz, é ouvir que, no Brasil, todos são pardos e miscigenados. "Quem são os seguidos pelos seguranças no shopping? Quem é inferiorizado pelo tipo de seu cabelo ou pelo formato do nariz? É preciso ser mais criterioso, para além de uma declaração.".

Com informações da Folha
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