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Laranja de Lula revela modus operandi do PT para transportar propina 'em espécie' para a organização criminosa



Não foi apenas o ex-ministro Antonio Palocci que destruiu as chances de Lula e do PT sustentar qualquer narrativa minimamente coerente perante a militância do partido e os simpatizantes da esquerda sobre a suposta inocência do petista. Um dos laranjas usados pelo ex-presidente e por seu compadre e advogado Roberto Teixeira para ocultar a aquisição de imóveis para Lula também descreveu detalhes sórdidos envolvendo a compra de um imóvel para a sede do Instituto Lula, comprado com propina da Odebrecht.

Durante seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, Glaucos Costamarques revelou como foi usado para acobertar transações imobiliárias com dinheiro oriundo de propinas. Costamarques é primo do pecuarista José Carlos Bumlai, outro amigão de Lula.

Um dos episódios narrados por Costamarques envolve um pedido de devolução de dinheiro feito pelo compadre de Lula, Roberto Teixeira. Uma das transações em que foi usado como laranja não prosperou e Teixeira lhe pediu o dinheiro de volta. Decepcionado, o laranja questionou a devolução e afirmou que se prestou ao papel de usar suas contas e seu nome, disse que teve despesas, etc.

Para convencer o laranja a devolver o dinheiro, foi necessária a intervenção de seu primo Bumlai, que teve que recorrer a argumentos mais convincentes: ‘Faz isso por mim, não vou me indispor com esse pessoal.”

Diante de um argumento tão forte, e em se tratando de uma organização criminosa,  Costamarques não teve outra alternativa. O advogado de Lula, Roberto Teixeira, o informou que ele precisaria sacar o dinheiro em espécie para ser recolhido por uma equipe que iria até sua casa, em Campo Grande (MS).

No vídeo abaixo, Costamarques descreve o modus operandi da organização criminosa para transportar grandes volumes de dinheiro. Segundo o laranja, os profissionais encarregados de recolher a propina usavam um carro blindado com um compartimento especial para esconder o dinheiro. “Quando chegou o carro, eu conversei com os motoristas. Eram dois, que se revezavam. Eles disseram que eram especialistas em transporte de dinheiro e que tinha um cofre no banco traseiro do carro. Eu vi. Eles têm um jeito de abrir o banco. E eu entreguei os 650 mil para eles.”, informou o laranja ao juiz Sérgio Moro.

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