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Joesley Batista tem prisão decretada. Chance de conseguir um habeas corpus nos próximos dias é mínima



A violação do acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal acabou resultando na perda da imunidade do empresário Joesley Batista, que a partir de agora, poderá responder criminalmente por uma série de irregularidades que deixou de revelar aos procuradores da República.

Na noite deste sábado, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, acatou o pedido da Procuradoria-Geral da República e mandou prender temporariamente e Joesley Batista, dono da JBS, o ex-diretor de relações institucionais do Grupo, Ricardo Saud e o ex-procurador da República, Marcelo Miller, auxiliar direto de Rodrigo Janot por mais de três anos na PGR. Por enquanto, apenas Marcelo Miller é acusado de fazer jogo duplo na Procuradoria para favorecer os executivos do grupo JBS.

 As informações foram publicadas no final da noite deste sábado, 09, pelo sites O Antagonista, Estadão e O GLOBO.

Segundo a matéria do Estadão, "Os pedidos foram motivados pelo conteúdo de uma gravação entregue pela própria defesa do Grupo J&F, na qual Saud e Joesley falam sobre a suposta interferência de Miller para ajudar nas tratativas de delação premiada. O ex-procurador ainda fazia parte do Ministério Público quando começou a conversar com os executivos, no fim de fevereiro. Ele pediu a saída da instituição em fevereiro e foi exonerado, de fato, apenas em abril.

O diretor de Relações Institucionais da hold J&F, Ricardo Saud, afirmou, em depoimento, que a sua delação foi seletiva e que elaborou os anexos de sua delação premiada junto ao ex-procurador da República Marcelo Miller".

Mas a pressão para a prisão dos executivos da JBS partiu dos ministros do STF. Na mesma gravação, Joesley Batista e Ricardo Saud falam em um complô para gravar clandestinamente vários ministros do Supremo com o objetivo de chantageá-los posteriormente. Janot e Fachin receberam um ultimato para que cuidassem do assunto o mais rapidamente possível.

Embora os três envolvidos nos crimes tenham sido alvos de pedidos de prisão temporária, prazo de duração de cinco dias, o pedido pode ser renovado ou ocorra um novo pedido de prisão preventiva, quando não há data estipulada para a soltura. Ainda na prisão, Joesley Batista, Ricardo Saud e Marcelo Miller podem ser denunciados por outros crimes. Como os três causaram profunda indignação entre os ministros do STF, dificilmente conseguirão obter um habeas corpus nos próximos dias. 
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