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Joesley Batista ganhou perdão eterno por delatar os próprios crimes. Janot e Fachin, Chama o Fernandinho Beira-Mar também



O Brasil inteiro está questionando os absurdos envolvendo o acordo de delação premiadíssima com que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, concederam perdão eterno aos criminosos confessos da JBS.

Sob o ponto de vista prático, Joesley Batista, seu irmão Wesley e seus executivos confessaram os próprios crimes, ganharam uma série de benefícios vergonhosos e não entregaram nenhuma prova concreta contra aqueles que acusaram.

Esta semana,  Joesley Batista confessou que deu R$ 5 milhões ao ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, mas disse que não negociou nenhuma contrapartida concreta em troca do dinheiro. O repasse envolvia possíveis interferências futuras de Bendine no governo Dilma em algo que pudesse representar vantagens financeiras para ao JBS. Bendine pode confirmar com a maior naturalidade que ganhou os 5 milhões de Joesley e pronto.

Os absurdos se sucedem na documentação entregue pelos advogados da JBS à PGR no último dia de um prazo que 120 dias que tiveram para entregar as tais provas. Mas a despeito da expectativa do Brasil de que finalmente haveria algo de concreto na delação dos açougueiros, os advogados adiantaram que muitos repasses foram feitos de forma legal e que outros repasses em dinheiro não estavam vinculados a exigência de contrapartida dos beneficiários. Justamente o que configuraria crime de corrupção. Na prática, a JBS informa que distribuiu dinheiro a políticos sem exigir nada em troca. Neste caso, ninguém vai para a cadeia. Nem os que pagaram propina nem os que receberam.

Fica cada vez mais claro que a delação armada por Joesley, Janot e Fachin tinha o objetivo claro de derrubar o governo Temer. Caso isso ocorresse, ninguém questionaria os absurdos contidos no acordo criminoso. O problema é que Temer não apenas não caiu mas ficou mais forte do que nunca no governo.

Ao que tudo indica, a barbeiragem do Janot, Fachin e Joesley não vai ficar por isso mesmo. O governo não pretende esquecer a tentativa frustrada e promete ir até o fim para esclarecer toda esta história. O instrumento para este propósito já está sendo providenciado: a CPI da JBS.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS também deve ser instalada nesta semana. O senador Ataídes Oliveira deverá ser eleito o presidente do colegiado e, de acordo com a Coluna do Estadão, apresentar um requerimento para ouvir o ministro-relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, além dos irmãos Joesley e Wesley Batista. A expectativa é que o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), da tropa de choque de Temer, seja o relator da comissão.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que termina seu mandato no dia 17, já avisou que não vai se aposentar para não perder a prerrogativa de foro privilegiado nem a pau. Janot afirmou que vem chumbo grosso pela frente e que não está disposto a correr riscos sem a cobertura providencial dos colegas do STF.

Mas não são apenas Janot, Fachin e Joesley que estão preocupados. A nova PGR, Raquel Dodge, vai querer saber direitinho que por que açougueiros criminosos pouparam Lula e Dilma, seus maiores cúmplices na roubalheira no BNDES.
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