\imprensa Viva
.

Janot se aposentaria e iria trabalhar diretamente na JBS, caso não fosse desmascarado. Possibilidade vazou



Pouco antes da derrocada do acordo com os criminosos da JBS, O procurador-geral da República, Rodrigo Janot afirmou em entrevistas que tinha planos para bastante claros depois de se aposentar, Janot declarou a Estadão que, ao deixar o posto na Procuradoria Geral da República (PGR), gostaria de se dedicar ao magistério, a um trabalho como consultor ou na área de compliance de empresas. Este setor se dedica a regular as empresas internamente de modo a prevenir que sejam cometidos crimes.

"O compliance é um passo à frente no nosso processo civilizatório. O objetivo é evitar o ilícito. Não acredito que atividade empresarial queira conviver com insegurança. A partir do momento em que tem a atividade regrada e passa a internalizar o risco de sua própria atividade, a empresa compartilha o controle com o Estado. É algo bem interessante. O caminho vai ser este. É o que eu imagino para mim depois que eu me aposentar", afirmou, em evento promovido no Rio pelo jornal "O Globo".

Ao que tudo indica, Janot já sabia exatamente onde iria trabalhar no tal do compliance.

Em um dos e-mails, de 5 de março, a advogada Esther Flesch reencaminha ao ex-braço direito de Janot na PGR, Marcelo Miller, uma mensagem que recebeu de Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da JBS. Miller já havia se tornado sócio do o escritório Trench Rossi Watanabe, onde ajudava a formatar o acordo de delação da JBS.

"Esther, boa noite. Lerei com atenção. Todavia a contratação deverá ser feita e endereçada a JF Investimentos S/A e não a JBS", escreveu Silva para Flesch. O título da mensagem é "Compliance - comunicação confidencial e privilegiada".

A advogada repassou o e-mail a Miller com o texto: "Para seu conhecimento".

No mesmo dia, algumas horas antes, Flesch havia pedido a opinião de Miller sobre a minuta de uma proposta de trabalho que seria enviada ao diretor jurídico da JBS.

A minuta dizia: "Teremos grande satisfação em assessorar a JBS na avaliação de riscos ('risk assessment') referente a assuntos de 'compliance' de diversos temas, inclusive anti-corrupção. Eu serei a sócia responsável pela conduçäo dos trabalhos, e incluirei na equipe outro(s) sócio(s) ou advogados conforme for apropriado", sugeria Esther Flesch, informando ao ex-braço direito de Janot sobre seu desejo de incluir "na equipe outro(s) sócio(s) ou advogados conforme for apropriado"

Ao que tudo indica, estava tudo encaminhado para que Rodrigo Janot passasse a integrar a equipe de  compliance da JBS. Com isso, a família JBS estaria finalmente reunida. Janot, Marcelo Miller e a  advogada Letícia Ladeira Monteiro de Barros, fa ilha de Janot que já integra o escritório Veirano Advogados, contratado por Joesley e Wesley Batista para fazer uma auditoria em empresas do grupo JBS.


Em nota, o escritório Veirano Advogados esclarece que a advogada Letícia Monteiro de Barros não integra os quadros da banca.  A profissional fez parte dos quadros do escritório entre 4 de agosto de 2014 e 30 de dezembro de 2015.  - Assessoria de Imprensa do Veirano Advogados
_____________
__________

Postar um comentário

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget