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Janot e Marcelo Miller fariam parte da família JBS em breve, caso esquemas envolvendo acordo de delação desse certo



O surgimento da gravação entre os principais beneficiários do controverso acordo de delação premiada do grupo JBS revelou uma série de tramas que deverão ser investigadas a fundo nos próximos meses. No longo diálogo entre o empresário Joesley Batista e seu executivo Ricardo Saud, ficou claro que havia um plano para 'encaixar' o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em uma das empresas ligadas ao grupo empresarial, após sua aposentadoria na PGR.

Se tudo desse certo com o acordo da JBS, Janot passaria a fazer parte da mesma firma na qual seu ex-braço direito, o ex-procurador da República Marcelo Miller, havia se tornado sócio enquanto ainda integrava os quadros da PGR, o escritório de advogados Trench, Rossi e Watanabe. Na gravação, Ricardo Saud diz ter ouvido de Miller que Janot, depois de deixar o comando da PGR, iria para o escritório de advocacia onde passou a atuar o ex-procurador da República. "O Janot vai sair e vai ficar com o Marcelo no escritório do cara", diz Saud a Joesley. O diretor afirma ainda que o "amigo comum" é "um tal de Christian". "O Janot não vai concorrer, ele vai sair, e vai vir advogar junto com ele e esse Christian nesse escritório. Vai ser um escritório único, vai ser ele, esse Christian, ele e o Janot."

Mas talvez esta não seria a única opção de Janot após a sua aposentadoria triunfal. Em fevereiro, a JBS também havia convidado Marcello Miller para ocupar o cargo de diretor global de compliance (departamento anticorrupção) da companhia, setor que estava sendo criado como resposta às descobertas de ilícitos praticados pelo grupo. Na ocasião, Miller ainda fazia parte dos quadros do Ministério Público Federal, onde atuava há mais de três anos como braço direito de Janot. Ele só saiu da Procuradoria no dia 5 de abril. Pelo teor das conversas contidas na gravação, é possível concluir que Joesley e Ricardo Saud pretendiam garantir a Rodrigo Janot algum cargo nas empresas do grupo J&F.

Não fosse o surgimento desta gravação bombástica que colocou o acordo de delação da JBS em cheque e Janot na condição de cúmplice de crimes graves, o futuro do do procurador-geral estaria garantido. Mas os últimos acontecimentos fizeram com que Janot mudasse seus planos. Ciente da possibilidade de se tornar alvo de investigações após o término de seu mandato em 17 de setembro, Janot desistiu de se aposentar imediatamente para manter a prerrogativa de foro privilegiado no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em caso de aposentadoria, o procurador se tornaria vulnerável a denúncias criminais e precisaria responder processos na primeira instância.
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