\imprensa Viva
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Imprensa nacional esteve todo o tempo ao lado de Jaesley e Janot. Ignorar sabedoria popular foi pura canalhice



A prisão dos criminosos da JBS/Friboi representa apenas o desfecho de mais um triste episódio na história da imprensa brasileira, que desde o dia 17 de maio tentou impor uma versão que jamais foi aceita pela maioria dos brasileiros.

Grupos de comunicação e seus associados tratavam Joesley Batista com toda reverência e cederam espaço para ajudar o empresário a vender a a imagem de homem honesto que estava disposto a ajudar a combater a corrupção.

Joesley já havia se tornado alvo de nada menos que seis operações da Polícia Federal quando ganhou de presente um habeas corpus eterno num dos mais controversos benefícios de imunidade penal já observados na história da Procuradoria-Geral da República. A certeza da impunidade e o espaço garantido na imprensa brasileira garantiu que um dos maiores criminosos que atuaram na sangria dos cofres públicos durante os governos de Lula e Dilma continuasse impondo seu cinismo à população. Jornalistas que até então gozavam de certa credibilidade se prestaram ao papel de elogiar o criminoso e defendê-lo, enquanto pesavam no texto para forçar a ideia de que a Justiça estavam sendo feita.

Enquanto jornalistas celebravam Joesely Batista e Rodrigo Janot, delegados da Polícia Federal em todo o país estavam de braços e mãos atadas diante da imunidade auferida pelo criminoso em seu acordo de delação premiadíssima.

“O que impressiona a todos é que esses crimes são gravíssimos. Eles não foram praticados por pessoas comuns, mas sim por pessoas que no momento em que estavam praticando esses crimes já tinham sido objeto de investigação, estavam sendo investigadas em seis operações da Polícia Federal e tinham procurado as autoridades propondo uma colaboração premiada no qual se comprometeram a parar de delinquir, demonstraram arrependimento e se dispuseram a colaborar com as investigações”, afirmou o delegado Victor Hugo Rodrigues Alves, da Polícia Federal.

Na decisão em que negou habeas corpus aos irmãos Batista, a juíza federal Taís Ferracini afirmou que Joesley “demonstra pouco apreço pela autoridade e observância da lei”.

“Não são meras ilações a possibilidade de que, em liberdade, [Joesley] represente risco à ordem pública”, anotou a juíza, segundo o relato do Estadão.

A tendência daqui para frente é que os irmãos Batista, devidamente despidos do manto de impunidade conferido por Janot, tornem-se alvos de dezenas de inquéritos e pedidos de prisão com base em crimes que já eram investigados, mas que não forma totalmente relatados no acordo de delação. Neste caso, nem Janot nem a imprensa amiga poderão fazer nada pelos criminosos de estimação. 
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