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Globo ataca Raquel Dodge de forma vergonhosa e covarde na manhã de sua posse na PGR



Nas primeiras horas desta segunda-feira, 18, a apresentadora do jornal Hora 1 da Rede Globo, Monalisa Perrone, anunciava o primeiro dia de trabalho da nova Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge com uma chamada maldosa. A jornalista afirmou que o combate à corrupção 'não é um forte da nova PGR, mais focada na questão dos direitos humanos'.

A afirmação é maliciosa e inescrupulosa, e comprova o mau-caratismo da linha editorial da emissora. O histórico de Raquel Dodge no combate à corrupção é motivo de vergonha para Janot, que foi um procurador da República medíocre que jamais liderou grandes investigações.

Raquel Dodge foi a primeira integrante do MPF a pedir a prisão de um governador no Brasil. Apesar de ser reconhecida por sua atuação na defesa dos direitos humanos, tema de sua dissertação na Universidade Harvard, Raquel Dodge já passou por todas as áreas de atuação do Ministério Público e seus trabalhos recentes foram todos concentrado na área criminal.


Ela foi a responsável pela investigação e pelo julgamento do ex-deputado Hildebrando Paschoal, que comandou um grupo de extermínio no Acre e matou desafetos com uma motosserra. Dodge foi alvo de inúmeras ameaças de morte. Também foi a responsável pela coordenação da força-tarefa da Operação Caixa de Pandora, que prendeu o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. O caso começou como uma investigação de promotores estaduais, mas foi assumido pelo então procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Naquela época, Gurgel delegou a Dodge a responsabilidade pelas investigações, onde ela comandou três promotores que hoje assessoram Janot com a Operação Lava Jato nos tribunais superiores. Nessas investigações, foram feitos acordos de delação premiada e ações controladas, técnicas especiais de investigação hoje consagradas na Operação Lava Jato.

O ataque gratuito e desqualificado de Monalisa Perrone e da Globo contra Raquel Dodge nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 18, foi um capítulo vergonhoso daquilo que pode se tornar uma campanha covarde para atacar a pessoa que tem pela frente desafios monumentais no combate à corrupção.

Raquel Dodge foi indicada por 587 votos de procuradores de todo o país e o presidente Temer respeitou a lista tríplice de nomes indicados pelo próprio MPF. Obviamente, entre os três nomes na lista, Temer escolheu Raquel por ser a mais antiga no órgão e, de longe, a mais qualificada, conforme reconheceu um dos outros indicados, Nicolao Dino, que teve até um pouco mais de votos devido a campanha agressiva de Janot para eleger seu sucessor. Mas o preferido de Janot tinha resistência por parte do próprio MPF por ser irmão do governador do Maranhão, o comunista Flávio Dino (PCdoB), investigado pelo recebimento de R$ 400 mil da Odebrecht. O presidente seria duramente criticado caso escolhesse Nicolao Dino. Ele mesmo teria influenciado seu irmão delatado a não escolher 1º da lista para chefiar MP estadual.

Unanimidade entre os colegas, apontada como uma das mais aguerridas e atuantes no combate à corrupção, a escolha atendeu os critérios estabelecidos pelos próprios procuradores da República. Independente do fato de ser mulher e de sua superioridade técnica perante os demais nomes da lista produzida por parte de um MPF aparelhado pelos governos petistas, Raquel Dodge é integrante do Ministério Público Federal há 30 anos e atuava em matéria criminal no Superior Tribunal de Justiça. Temer apenas referendou a indicação dos integrantes do MPF em todo o país a partir da lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que tinha ainda o nome do subprocurador-geral Mario Bonsaglia, que obteve 564 votos.
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