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Exército não vai impor punição ao general Mourão. É nossa atribuição "preservar a legitimidade das instituições"



O comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Boas, confirmou nesta quarta-feira, 20, que não haverá punição ao general Antonio Hamilton Martins Mourão pelas declarações em que sugere a possibilidade de intervenção militar no país.

O caso teve repercussão nacional após o secretário de economia e finanças da corporação, participou de palestra numa loja maçônica de Brasília na sexta (15), responder a uma pergunta sobre a eventualidade de uma intervenção militar constitucional. Por se tratar de uma pergunta vaga, Mourão respondeu de forma espontânea, afirmando que em determinadas circunstâncias, este tipo de medida pode se tornar necessária, mas não especificou nenhuma situação.

Diante dos fatos, o comandante do Exército descartou qualquer espécie de punição para o colega. "Esta questão está resolvida internamente. Punição não vai haver. A maneira como Mourão se
expressou deu margem a interpretações amplas, mas ele inicia a fala dizendo que segue as diretrizes
do comandante. E o comando segue as diretrizes de promover a estabilidade, baseada na legalidade
e preservar a legitimidade das instituições", disse Villas Boas em entrevista ao programa Conversa
com Bial, da Rede Globo.

Ao ser indagado sobre a possibilidade da declaração de Mourão ter contrariado a hierarquia militar, Villas Boas defendeu a manifestação de Mourão, lembrando que entre as atribuições das Forças Armadas é aplicar a lei e a ordem para defesa da pátria e das instituições, o que só poderá ocorrer por requisição de um dos poderes ou na iminência de um caos. Quando ele fala de aproximações sucessivas, ele fala também das eleições que se aproximam [em 2018]. É preciso ver o ambiente em que ele estava. Ele não fala pelo alto comando."

A fala do general Mourão se deu em meio a uma série de ameaças que pairam sobre estabilidade democrática e o Estado de Direito no Brasil. Um dos exemplos foi a conspiração engendrada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em conluio com os criminoso da JBS e a Rede Globo. Caso esta conspiração tivesse ramificações no Supremo Tribunal Federal e no Congresso, poderia sim haver a derrubada de um presidente da República de forma ilegítima. Neste cenário, em que outros grupos tomariam o poder de forma sorrateira, caberia ao exército assegurar os princípios democráticos e do Estado de Direito. Não há como subestimar os setores de inteligência do Exército. É dever das Forças Armadas assegurar a manutenção da Democracia e evitar conspirações forjadas por parte de grupos econômicos e políticos progressistas defensores do Globalismo.

O general citou ainda o Rio de Janeiro como exemplo de intervenção feita pelo Exército a pedido do
Poder Executivo daquele Estado. Sobre o período da ditadura militar (1964-1985), Villas Boas disse ainda que é "necessário entender aquele momento nas circunstâncias que haviam ali." Para ele, o mundo, que vivia o período da Guerra Fria, passava por um período de "intensa polarização de pensamento, que levou a uma exigência da própria sociedade para que se fizesse uma intervenção". Para o general, o Brasil teria hoje instituições sólidas que "dispensam a tutela da sociedade".
Por outro lado, Villas Boas destacou o desenvolvimento econômico do país que houve no período.
"Durante o governo militar o Brasil passou da 47ª para a 8ª maior economia do mundo", disse. "Nós
tratamos de tirar todos os ensinamentos que a história nos proporcionou e hoje tratamos de aplicar
para orientar o nosso caminho".
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