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Exclusivo: Marcelo MIller foi forçado a se demitir da PGR para viabilizar acordo de Janot com Joesley Batista



A cronologia descrita pelo ex-procurador-geral da República é um dos principais indicadores de que seu ex-braço direito na PGR, Marcelo Miller, foi obrigado a pedir exoneração do cargo de procurador da República.

Miller era o maior aliado de Janot na PGR e esteve ao seu lado desde o primeiro dia no comando do órgão, segundo o então presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), o delegado Marcos Leôncio.

Logo no primeiro dia de Janot no comando da PGR, Leôncio compareceu à uma reunião de boas vindas com Janot. Naquela ocasião,  o delegado da Polícia Federal afirma que já encontrou Janot em uma mesa cercado por assessores, incluindo o então procurador Marcello Miller, hoje pivô da crise da delação da JBS.

Desde então, Marcelo Miller exerceu o papel de emissário de Janot, encarregado de 'provocar' preventivamente os acordos de delação que eram do interesse do ex-procurador-geral, como foi o caso de Sérgio Machado, o ex-presidente da Transpetro.

Miller também foi acionado para procurar Bernardo Cerveró, o filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. Nos dois casos, Miller teria instruído os alvos a realizarem gravações como forma de precipitar novos acordos de delação.

O modus operandi da dupla Janot-Miller se repetiu no caso do acordo de delação com os criminosos da JBS. A diferença é que, devido a forte repercussão que o caso teria, conforme planejado, Janot teria que se cercar de alguns cuidados para não expor a participação de seu braço direito como agente duplo. Miller vinha atuando desde janeiro nas negociações com os irmãos Batista e chegou a instruir Joelsey sobre a gravação com o presidente Michel Temer. Os dois se reuniram às vésperas da visita arranjada por Rocha Loures a Temer no Palácio do Jaburu.

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot teve que mentir em uma série de ocasiões em seu arranjo com as datas e a participação de Miller no acordo com os açougueiros da JBS. Entre os fatos que comprovam a atividade ilícita na PGR, está a ida de seu ex-braço direito Marcelo Miller para o escritório Trench Rossi Watanabe, que cuidava dos interesses dos irmãos Batista, os donos da JBS. O escritório chegou a pagar passagens aéreas de Miller em fevereiro.

Como Janot, Joesley e Miller chegaram à conclusão de que seria impossível acobertar a participação do ex-procurador da República na trama do acordo. O jeito foi recomendar que Miller pedisse exoneração do cargo. Como compensação, Joesley o colocou como sócio do escritório Trench Rossi Watanabe, além de compensações financeiras e promessas, estendidas a Janot, para trabalhar na JBS na área de compliance.

O que se deduz sobre o caso é que Miller não teve outra alternativa a não ser abrir mão de uma cobiçada carreira no Ministério Público Federal para não colocar em risco tudo que já haviam feito. O vídeo abaixo já foi publicado em outro artigo, mas mostra o quanto Janot se complicou ao explicar a participação de Miller em toda a trama. O ex-procurador-geral estava seguro e não contava com a possibilidade do caso ter sido revelado pelo próprio Joesley Batista em uma gravação acidental com o ex-diretor do grupo JBS, Ricardo Saud.

Os dois, mais o irmão de Joesley, Wesley Batista, já forma presos. A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, deve se debruçar sobre as provas coletadas pela Polícia Federal e determinar novas investigações sobre a participação de Janot no episódio. A nova PGR deve ainda encaminhar ao ministro do STF, Edson Fachin, um novo pedido de prisão contra Marcelo Miller.

AS DATAS NÃO BATEM - JANOT SE COMPLICA

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