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Esforço da Globo em inocentar Janot após lambança em acordo criminoso com Joesley levanta suspeitas gravíssimas



Quem tem acompanhado a cobertura da Rede Globo sobre as manobras sujas dos açougueiros da JBS que culminaram no controverso acordo de delação premiada está tendo grande dificuldade de compreender de fato o que ocorreu nos bastidores do maior escândalo da história da Procuradoria-Geral da República.

O esforço hercúleo da emissora em blindar o procurador-geral da República de conexões evidentes de seu comprometimento no caso chama a atenção e acaba dificultando a compreensão do telespectador sobre os fatos.

O ex-braço direito de Janot, o então procurador da República Marcelo Miller, "repassava informações sobre tratativas de uma eventual delação de executivos do grupo J&F ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por meio de um "amigo em comum", dois meses antes da assinatura da colaboração premiada. A afirmação foi feita pelo diretor de relações institucionais da J&F, Ricardo Saud, na conversa gravada de quatro horas com um dos donos do grupo, Joesley Batista.

Marcelo Miller orientou os executivos do grupo sobre como garantir o acordo de delação. O ex-braço direito de Janot embolsou milhões da JBS e se tornou sócio de uma banca de advogados (o escritório Trench, Rossi e Watanabe) que cuidava do acordo de leniência da JBS quando ainda fazia parte dos quadros do Ministério Público Federal.

Janot figura como cúmplice de Marcelo Miller em crimes envolvendo tráfico de influência, troca de informações privilegiadas, prevaricação e outros delitos gravíssimos. Mas no lugar de levantar as devidas suspeições contra o papel controverso do procurador-Geral, os jornalistas da Globo se desdobram ao limite do idioma para encontrar palavras que exaltem a figura de Janot à condição de herói. Mesmo em meio a uma lambança sem precedentes na história da PGR, como é o caso do acordo de delação que garantiu perdão eterno a criminosos contumazes, como Joelsy Batista e Ricardo Saud.

A conversa gravada acidentalmente pelos dois açougueiros da Friboi é chocante e revela o baixo nível com que os detentores de habeas corpus eternos desprezam as instituições e corrompem servidores em troca de impunidade.

Além de ter mencionado que o ex-braço direito de Janot lhe repassava informações prévias sobre os elementos forjados pelos executivos da JBS contra autoridades com vistas a 'justificar' a celebração de um acordo de delação tão vergonhoso, o executivo Ricardo Saud fez outra revelação gravíssima.

O parceiro de Joesley na trama diz ter ouvido de Marcello Miller que Janot, depois de deixar o comando da PGR, iria para o escritório de advocacia onde passou a atuar o ex-procurador da República. "O Janot vai sair e vai ficar com o Marcelo no escritório do cara", diz Saud a Joesley em referência ao escritório Trench, Rossi e Watanabe.

Em sua cobertura sobre o caso, a Globo omite fatos gravíssimos que desabonam profundamente a pessoa de Rodrigo Janot e seu papel à frente da PGR. Esta postura levanta uma série de suspeitas ainda mais graves, levando em consideração todo o emprenho da Globo e de Janot durante os últimos quatro meses para tentar derrubar o governo Temer justamente com base no acordo de delação forjado sorrateiramente donos da JBS, tradicionais aliados comerciais da Globo. 
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