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Equipe de Raquel Dodge pode ter elementos novos sobre participação de Janot em acordo da JBS



Ao que tudo indica, o fato de ter ignorado a possibilidade do governo Temer ter acionado setores da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) para esmiuçar os bastidores da PGR pode custar caro ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 

Na época do vazamento de que o governo estaria usando setores da inteligência para monitorar os passos do procurador-geral e do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, presidente do STF, Ministra Carmen Lucia, chegou a manifestar sua indignação diante da possibilidade. 

Na nota, Cármen Lúcia disse que a possível "devassa" contra o ministro é "própria de ditaduras". A presidente do STF também acrescentou que a Corte repudia, com veemência, "espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça."

Por meio de nota, Janot também manifestou sua preocupação com a possibilidade:

"É com perplexidade que se toma conhecimento de suposta utilização do aparato estatal para desmerecer um membro da mais alta corte do país, que tem pautado sua atuação com isenção e responsabilidade".

Obviamente, o governo negou o uso da agência: "O presidente Michel Temer jamais 'acionou' a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar a vida do Ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, como publicado hoje [sexta, 9] pelo site da revista Veja. O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei", disse a Presidência.

Mas como ocorre uma guerra suja nos bastidores dos três poderes, nada pode ser descartado. De fato, o governo Temer acertou em cheio em praticamente todas as acusações que fez contra Janot e seu ex-braço direito na PGR, o ex-procurador da República, Marcelo Miller. Temer foi ainda o responsável pela derrocada do acordo firmado por Janot e homologado por Edson Fachin com os criminosos da JBS. 

O governo estava tão certo em suas acusações que Joesley Batista e Ricardo Saud acabaram presos. O ex-procurador Marcelo Miller ainda corre o risco de também ser preso nos próximos dias. Mas o mais provável em toda esta história é que o governo realmente não recorreu aos serviços dos arapongas da Abin. A notícia que corre nos bastidores da PGR é que os próprios inimigos de Janot dentro do órgão tenham dado o serviço. Mas não completamente.

As suspeitas são de que boa parte das informações que podem comprometer Janot definitivamente nos crimes envolvendo o acordo da JBS serão entregues diretamente nas mãos da nova procuradora-geral Raquel Dodge, que assume o comando da PGR na segunda, 18. Procuradores desafetos de Janot teriam material suficiente para incriminá-lo do forma irrepreensível. 

No Planalto, já há movimentos neste sentido. Como o ministro Edson Fachin desistiu de remeter a última denúncia contra Temer até o julgamento do recurso da defesa do presidente no Supremo, a possibilidade de uma grande reviravolta no caso já é considerada inclusive no STF. 

“Há na verdade uma ânsia muito grande do procurador-geral e de sua equipe de colocar essas denúncias todas para fora agora. Agiu com açodamento. Espero que a doutora Raquel Dodge tenha bastante serenidade e peça de volta essa denúncia ao ministro Fachin e rever tudo isso. Seria de bom tom ela pedir de volta esses processos e analisar de novo”, disse O vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP) nesta sexta-feira.

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