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Desprezo do STF, PGR e imprensa sobre insatisfação da sociedade com acordo de impunidade da JBS é impressionante



A presidente do Supremo Tribunal Federal, STF, Ministra Cármen Lúcia, andou se queixando sobre o aumento do descrédito da sociedade para com as instituições do país, incluindo o próprio Supremo. É claro que este tipo de discurso pode até ser bem recebido por seus colegas que andam metendo os pés pelas mãos e contrariando os interesses da sociedade, sobretudo no que diz respeito ao combate à corrupção.

A falta de credibilidade das instituições brasileiras não se deve a falta de sensibilidade de seus membros, mas sim do descaso com que olham para a sociedade. Olham de cima, acreditando-se intocáveis, fiando-se no sentimento de impotência do povo e até mesmo no esquecimento de seus atos vergonhosos. 

Ou o país já teve instituições sérias ou os atuais representantes de poderes são os mais cínicos e desprovidos de talento suficiente para acobertar as próprias mazelas. Está na cara que estão todos desprezando os anseios e insatisfações da sociedade neste momento em que o país deveria fazer uma importante transição entre o modelo passado e uma nova cultura na administração da coisa pública. Mas ao que tudo indica, eles não querem que nada mude e continuam premiado criminosos contumazes como Joesley Batista, Jacob Barata e outros chefes de organizações criminosas que, a convite de governantes, passaram a ter acesso direto ao dinheiro do contribuinte. 

A Justiça não pode ignorar que a corrupção é um instrumento genocida que elimina vidas e o futuro de milhões de pessoas. Por mais estúpidos, inescrupulosos e cínicos que possam ser, os membros do STF não têm o direito de subjugar os interesses da sociedade, pois é justamente para isto que estão onde estão. O cinismo com que vasculham as leis para 'encaixar' seus protegidos nos últimos meses tem sido vergonhoso. Mais vergonhosa ainda é a forma com que se desdobram para desconectar o clamor social das leis.

Os donos e profissionais dos meios de comunicação que deveriam ao menos honrar a concessão de um serviço de interesse público também perderam completamente os escrúpulos nos últimos meses e passaram a atuar claramente na defesa de interesses espúrios, em detrimento dos anseios da sociedade. Indignos, não se importaram nenhum pouco em jogar o pouco que restava de suas reputações no lixo ao se empenharem tanto no esforço para manter o atual estado de coisas e impedir que a mudança nos paradigmas da corrupção assassina que os mantém. 

Enquanto se fazem de sonsos e continuam a atropelar as demandas da sociedade a bordo do trator da impunidade, estão pouco a pouco acumulando a antipatia do povo. Depois vão reclamar por não poderem mais andar nas ruas, nos aeroportos ou em restaurantes. 
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